Economia

Itaú vai aderir ao Pronampe e ao crédito com garantia do fundo do BNDES

Crédito: Reprodução/Itaú

Itaú: "Acreditamos muito que esses programas são fundamentais para irrigar a economia e apoiar empresas e pessoas físicas, complementando suas necessidades de capital de giro e caixa", diz Carlos Vanzo, diretor executivo comercial (Crédito: Reprodução/Itaú)

O Itaú Unibanco confirmou a intenção de aderir à linha de crédito para micro e pequenas empresas e que terá garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. O movimento foi antecipado pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, no dia 9 de junho, véspera do anúncio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), uma das apostas do governo Bolsonaro para destravar os empréstimos aos pequenos empresários.

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Além deste, o Itaú também prevê atuar junto às pequenas e médias empresas por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito, que terá como garantia o fundo de aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com o diretor executivo comercial do Banco de Varejo do Itaú Unibanco, Carlos Vanzo. “Acreditamos muito que esses programas são fundamentais para irrigar a economia e apoiar empresas e pessoas físicas, complementando suas necessidades de capital de giro e caixa”, explicou ele, em conversa com a imprensa, nesta manhã.

De acordo com Vanzo, o Itaú está se estruturando para o Pronampe, cujos recursos devem começar a ser ofertados a partir da semana que vem. O foco são negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. No caso da linha que terá aval do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), ele disse que o banco vai aderir assim que estiver disponível. Aqui, a linha visa a apoiar empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões.

“Vamos apoiar fortemente os programas do governo. São bons programas. Governo tem se esforçado enormemente para apoiar as pequenas e médias empresas”, acrescentou o diretor executivo do Banco de Varejo do Itaú Unibanco, André Rodrigues.

Os programas do governo Bolsonaro foram criados após críticas generalizadas de diversos setores econômicos quanto à dificuldade de o dinheiro chegar na ponta em meio à crise gerada pelo novo coronavírus. As medidas de isolamento social, necessárias para combater a propagação da doença, acabaram devastando o faturamento, principalmente, dos pequenos negócios.

Quanto a questionamentos em torno das condições dos programas de crédito às pequenas e médias empresas, Rodrigues afirmou que no caso do Itaú a ‘equação é diferente’. Segundo ele, o Itaú vai aderir aos programas independentemente da rentabilidade que obtiver com as iniciativas. “Eles compõe a nossa solução para pessoa jurídica. É uma alternativa importante. Foco não é rentabilidade, é compor soluções no todo, de forma eficiente”, disse.

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