Finanças

Itaú Unibanco confirma compra da XP Investimentos

Crédito: Revista IstoÉ Dinheiro

"O Itaú Unibanco enfatiza que todas as operações que realiza, seja no mercado de capitais ou no mercado de crédito, seguem os mais altos padrões de governança corporativa", diz o banco (Crédito: Revista IstoÉ Dinheiro)

Depois de dias de negociações intensas, o Itaú Unibanco anunciou oficialmente a compra da XP Investimentos. Após aprovações regulatórias, o banco deve adquirir 49,9% da empresa, por R$ 6,3 bilhões, sendo R$ 5,7 bilhões na compra de ações e mais um aporte de capital de R$ 600 milhões. O acordo prevê duas aquisições adicionais, de 12,5%, em 2020, outros 12,5%, em 2022.

A negociação inclui ainda um exercício da venda dos 25% restantes, pela XP, ao Itaú Unibanco, em 2024. Essa operação é chamada no mercado de Put. Em 2033 será a vez do Itaú Unibanco exercer a opção de compra da totalidade da XP, o que é chamado de Call. O fato relevante foi divulgado pelo banco na noite de quinta-feira (11), após o fechamento de mercado. Com isso, os planos de abertura de capital da XP foram cancelados.

Pelo acordo, os sócios da XP continuam à frente da gestão da companhia. Também serão mantidas a independência operacional , a manutenção da plataforma aberta, a taxa zero em alguns produtos, além dos acordos comerciais com atuais parceiros.

A participação comprada hoje pertence ao fundo de private equity americano General Atlantic (GA), com 43%, e à gestora carioca Dynamo. Os outros 51% estão nas mãos de sócios da XP. Entre eles, um de seus fundadores, Guilherme Benchimol. O GA fez seu primeiro investimento no Brasil em 2012, comprando 33% da XP, por R$ 420 milhões. Na época, a companhia era avaliada em R$ 1,2 bilhão.

No ano passado, os americanos levaram outros 10% que pertenciam ao fundo inglês Actis, por R$ 450 milhões. Fundada em 2001, por Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave, que se desligou da companhia em 2014, a XP hoje é avaliada em R$ 12 bilhões.

A distribuidora de produtos financeiros encerrou 2016 com patrimônio líquido de R$ 1,095 bilhão. O lucro líquido passou de R$ 43 milhões, em 2014, para R$ 251 milhões, no ano passado. Com R$ 68,8 bilhões de ativos sob administração em março, sua participação de mercado no setor de investimento de pessoa física é de 2%. Ela afirma atender 168 mil clientes, por meio de 2 mil agentes autônomos de investimentos, além de 108 mil clientes diretos.

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