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Israel estuda 3ª dose de vacina da Pfizer para pessoas acima de 60 anos

Israel estuda 3ª dose de vacina da Pfizer para pessoas acima de 60 anos

Doses da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19

Por Maayan Lubell

JERUSALÉM (Reuters) – Israel está considerando aplicar uma terceira dose da vacina da Pfizer e da BioNTech contra a Covid-19 para a população idosa, mesmo antes da aprovação da agência regulatória norte-americana FDA, a fim de ajudar a conter a variante Delta do coronavírus, disse uma autoridade de saúde nesta segunda-feira.

Autoridades dos EUA e da União Europeia estão atualmente avaliando se as doses de reforço são necessárias para grupos de risco específicos.

“Este é o grande dilema. A decisão está com a gente, quando não temos o apoio do mundo. É uma decisão muito complexa”, disse o diretor-geral do Ministério da Saúde, Nachman Ash, em uma conferência de saúde organizada pelo site de notícias Ynet.



“Por um lado, queremos ver se é seguro e eficaz e confiar em nossos dados para examinar se realmente há uma diminuição da imunidade e, por outro lado, há um surto e queremos interromper esse surto”, acrescentou.

A Pfizer está buscando uma autorização de emergência nos Estados Unidos para uma terceira dose de sua vacina, que, segundo o laboratório, pode ajudar as pessoas a manter níveis mais altos de proteção. Israel começou a oferecer reforços para pessoas com imunidade comprometida neste mês, caso a caso.

“Esperamos publicar dados mais definitivos sobre nosso programa de reforço, e todos os dados acumulados serão compartilhados como parte das discussões em andamento com a FDA, EMA (agência europeia) e outras autoridades regulatórias nas próximas semanas”, disse Jerica Pitts, porta-voz da Pfizer, em comunicado enviado por e-mail.

Desde que a variante Delta começou a se espalhar em Israel em junho, o Ministério da Saúde relatou duas vezes uma queda na eficácia da vacina contra infecções e uma ligeira diminuição em sua proteção contra doenças graves.

Alguns especialistas criticaram a análise do ministério devido a um possível viés que poderia distorcer os dados. Na semana passada, estimou-se que a vacina foi apenas 41% eficaz no combate a infecções sintomáticas no último mês. A proteção contra doenças graves permaneceu forte em 91%.

“Eu estimo que esses dados sejam verdadeiros, podem ser mais ou menos”, disse Ash. “Mas os sinais são, pelo menos aqui, que a imunidade está diminuindo.”

Uma decisão deve ser tomada nas próximas semanas, disse Ash, e provavelmente afetará pessoas com 60 ou 70 anos ou mais — o primeiro grupo de alto risco a receber a vacina quando Israel iniciou sua campanha de imunização em dezembro.

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