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Israel bombardeia alvos militares sírios após impedir ataque na fronteira

Israel bombardeia alvos militares sírios após impedir ataque na fronteira

Veículo de Infantaria do exército israelense nas Colinas do Golã anexadas por Israel, perto de Merom Golan na fronteira com a Síria, em 3 de agosto de 2020. - AFP

A aviação israelense bombardeou alvos militares sírios no sul da Síria na noite desta segunda-feira (3), depois de frustrar um ataque perto da região das Colinas de Golã, ocupada por Israel.

“Às 22h40 de hoje (16h40 no horário de Brasília), helicópteros do inimigo israelense lançaram rajadas de mísseis contra algumas de nossas posições (…) em Quneitra”, informou a Sana, citando uma fonte militar, que garantiu que só houve “danos materiais”.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) registrou “ataques israelenses” na província de Quneitra (sul) e na cidade de Bukamal, perto da fronteira iraquiana (nordeste), mas não detalhou se houve vítimas ou feridos.

No domingo, aviões não identificados mataram 15 combatentes pró-iranianos na cidade, a maioria iraquiana, segundo o OSDH.

Israel reivindicou na noite desta segunda-feira os ataques aéreos contra posições do Exército sírio, em represália a “tentativas” de instalação de bombas artesanais ao longo da questionada fronteira com a Síria.

“Em resposta (a esta tentativa), jatos de combate, helicópteros de ataque e aviões das forças armadas israelenses atacaram alvos militares no sul da Síria que pertencem às forças armadas sírias”, anunciou em um comunicado o exército israelense.

“Os alvos atacados incluem postos de observação e sistemas de coleta de informações, instalações antiaéreas e sistemas de controle nas bases das forças armadas sírias”, acrescentou.

“As forças armadas israelenses responsabilizam o governo sírio por todas as atividades em território sírio e continuarão a agir decisivamente contra todas as violações da soberania israelense”, continuou o Exército sem dar detalhes dos ataques aéreos.

– “Vamos atacar quem nos atacar”-

Desde 2011, Israel realizou vários ataques à Síria, cujo regime é apoiado militarmente pelo Irã e pelo movimento armado xiita libanês Hezbollah, ambos inimigos do Estado hebreu.

Israel raramente confirma suas operações no território sírio, mas muitas vezes insiste em que não permitirá que a Síria se torne a ponta de lança de Teerã.

Os ataques atribuídos a Israel ou reivindicados pelo exército israelense costumam ter como alvo posições na Síria onde existem forças iranianas ou combatentes do Hezbollah. Às vezes eles causam mortes.

Em 20 de julho cinco combatentes apoiados pelo Irã foram mortos por mísseis israelenses ao sul de Damasco, de acordo com o OSDH, que confirmou 11 feridos, incluindo sete soldados sírios.

No domingo, o Exército israelense matou quatro “terroristas” que plantaram explosivos perto de uma cerca de segurança na parte síria das Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

Esses homens não identificados estavam “em território israelense além da cerca e foram atacados por uma unidade israelense apoiada por atiradores de elite e suporte aéreo”,disse o tenente-coronel Jonathan Conricus.

Os comandos militares israelenses mencionaram recentemente uma “segunda frente” do Hezbollah (aliado de Teerã) no Golã sírio.

Em julho, o exército israelense implantou mais reforços ao longo de sua fronteira norte para “aumentar o nível de preparação contra várias ações possíveis do inimigo”.

Na segunda-feira passada, na fronteira com o Líbano, as forças armadas israelenses alegaram ter frustrado “uma tentativa de infiltrar-se em uma célula terrorista”, referindo-se ao Hezbollah, que negou envolvimento nas ações indicadas por Israel.

“Vamos atacar quem nos atacar …”, enfatizou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu nesta segunda-feira.

A guerra na Síria foi desencadeada pela repressão a manifestações pró-democracia e sofreu a intervenção de vários atores internacionais. Mais de 380.000 pessoas morreram no conflito.

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