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Israel anuncia detenção de menor de idade suspeita de esfaquear mulher em Jerusalém

Israel anuncia detenção de menor de idade suspeita de esfaquear mulher em Jerusalém

As forças de segurança israelenses prenderam uma menor de idade em um colégio do bairro Sheikh Jarrah de Jerusalém em 8 de dezembro de 2021 - AFP

Uma adolescente palestina foi presa como a principal suspeita de ter esfaqueado uma mulher num bairro de Jerusalém Leste, onde mora sua família, sob ameaça de expulsão para abrir caminho para colonos israelenses.



Depois de mobilizar um impressionante dispositivo de busca, a polícia israelense anunciou a detenção da palestina de 14 anos dentro de uma escola em Sheikh Jarrah, a poucos metros de onde ocorreu o esfaqueamento.

Em nota, a polícia informou que várias mulheres próximas à suspeita também foram presas.

A vítima, uma mulher de 26 anos que caminhava com seus filhos, foi esfaqueada nas costas, segundo informou a polícia israelense. As lesões não foram sérias, de acordo com uma fonte médica.

A vítima, Moria Cohen, foi levada para o hospital Hadassah da cidade, de onde recebeu alta algumas horas depois, informou o centro médico.

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Seu marido, que disse se chamar Dvir, garantiu aos jornalistas que eles continuariam morando em Sheikh Jarrah, o epicentro das tensões, porque esta era sua “missão” como colonos.

O avô da suspeita, Aref Hamad, disse nesta sexta-feira que estava chocado com o incidente. Em junho, quando questionado pela AFP, ele explicou que os palestinos do bairro tinham “medo de que eles nos expulsem”. “Aí vão expulsar todo o bairro”, acrescentou.

A família da detido vive sob ameaça de expulsão. Este caso está agora nas mãos da Suprema Corte, segundo informou à AFP Hagit Ofran, da organização israelense anticolonização “Paz Agora”.

A lei israelense permite que “direitos de propriedade” sejam reivindicados por judeus que provam que suas famílias viviam em Jerusalém Oriental antes da guerra de 1948. No entanto, não existe tal lei para os palestinos que perderam suas propriedades durante a guerra.

Atualmente, 200 mil israelenses residem em Jerusalém Leste, a parte palestina da cidade, onde vivem 300 mil palestinos. A colonização é contrária ao direito internacional, mas todos os governos israelenses desde 1967 continuaram a impulsioná-la.

Em maio, as manifestações em apoio às famílias palestinas ameaçadas de expulsão neste bairro degeneraram em confrontos com colonos e a polícia israelense.

Várias organizações de colonos convocaram uma manifestação neste bairro nesta quarta-feira.

No Twitter, o primeiro-ministro Naftali Bennett aplaudiu o trabalho das forças de segurança por sua “rápida captura” da suposta agressora.

No sábado, outro palestino feriu pelo menos uma pessoa com uma faca perto do Portão de Damasco, na Cidade Velha de Jerusalém.


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