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Irã prende chefe de um ‘grupo terrorista’ com base nos Estados Unidos

Irã prende chefe de um ‘grupo terrorista’ com base nos Estados Unidos

Imagen de la mezquita de Shiraz donde un atentado con explosivos provocó en 2008 14 muertos y más de 200 heridos - Jamejamonline/AFP

O Irã declarou, neste sábado (1), que prendeu o líder de um grupo acusado pela República Islâmica de estar por trás de um ataque realizado na cidade de Shiraz (sudoeste) em 2008, que deixou 14 mortos.

“Jamshid Sharmahd, chefe do grupo terrorista Tondar [com base] nos Estados Unidos […], está agora entre as poderosas mãos” dos agentes dos serviços de inteligência iranianos, informou a televisão estatal, que cita um comunicado do Ministério da Inteligência.

O texto não forneceu detalhes da operação que levou à prisão de Sharmahd.

Tondar (“Trovão” em persa), também chamada de Associação Monárquica do Irã (Anjoman Padechahi-e Iran), é um grupo que deseja derrubar a República Islâmica e instaurar uma monarquia semelhante à de Ciro, o Grande.

Teerã acusa seu arqui-inimigo Washington de apoiar Sharmahd e “apoiar terroristas declarados que assumiram a responsabilidade por vários ataques no país”.

“Este regime (Estados Unidos) deve responder por seu apoio a esse grupo terrorista e outros grupos (…) que organizam operações armadas ou sabotadoras contra o povo iraniano a partir da América e derramam o sangue dos iranianos”, advertiu o Ministério da Relações Exteriores iraniano.

Sharmahd organizou o ataque de 2008 a uma mesquita em Shiraz que deixou 14 mortos e mais de 200 feridos, segundo o Ministério da Inteligência iraniano.

O grupo Tondar critica abertamente o Alcorão e pretende derrubá-lo através da violência do atual regime na República Islâmica do Irã.

– Detenção de opositores –

As autoridades iranianas condenaram três homens a forca pelo ataque em Shiraz em 2009. Eles alegaram não ter vínculos com o grupo e que agiram sob o comando “de um agente iraniano da CIA” que residia nos Estados Unidos com o objetivo de assassinar altos líderes iranianos.

Em 2010, eles também enforcaram outros dois supostos membros do Tondar, Mohamad Reza Ali Zanabu e Arash Rahmanipur, que, segundo Teerã, “planejavam assassinar líderes”.

Segundo a nota do Ministério da Inteligência, o Tondar estaria preparando “grandes operações”, como um ataque a bomba na barragem de Sivand em Shiraz ou no santuário de Khomeini, pai da República Islâmica, em Teerã.

Mas esses supostos ataques falharam, segundo o comunicado. O Irã já havia anunciado em outubro, sem dar detalhes precisos, a prisão de Ruhollah Zam, outro oponente exilado na França que foi condenado à morte no final de junho por seu envolvimento na onda de protestos contra o regime islâmico em 2017 e 2018.

As autoridades iranianas também capturaram e enforcaram em 2010 Abdolmalek Rigi, líder do grupo separatista sunita Jundallah (“soldados de Deus”) que organizou a revolta violenta na região do sudeste do Baluchistão.

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