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Irã clama vitória após rejeição da ONU de resolução sobre embargo de armas

Irã clama vitória após rejeição da ONU de resolução sobre embargo de armas

Reunião do Conselho de Segurança da ONU em 15 de julho de 2020 - UNITED NATIONS/AFP/Arquivos

O Irã celebrou neste sábado o que considera a “humilhação” sofrida pelos Estados Unidos após a rejeição do Conselho de Segurança da ONU de uma resolução promovida por Washington para ampliar o embargo sobre a venda de armas à república islâmica.

Apenas dois dos 15 membros do Conselho votaram a favor, o que reflete a divisão entre Washington e seus aliados europeus desde que o presidente Donald Trump se retirou, de modo unilateral em 2018, do acordo nuclear.

“Estados Unidos fracassaram nesta conspiração com humilhação”, afirmou o presidente do Irã, Hassan Rohani, em uma entrevista coletiva.

“Na minha opinião, este dia entrará para a história do nosso Irã e para a história de luta contra a arrogância global”, completou.

Os aliados europeus de Washington optaram pela abstenção o Teerã ironizou a administração Trump por ter conquistado o apoio apenas de outro país, a República Dominicana.

“Nos 75 anos de história das Nações Unidas, Estados Unidos nunca apareceram tão isolados”, tuitou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Abbas Musavi.

“Apesar de todas as viagens, pressões e divulgação de boatos, o governo dos Estados Unidos só conseguiu mobilizar um pequeno país (para votar) com ele”, completou.

O resultado aumenta a probabilidade de que os Estados Unidos tentem forçar unilateralmente o retorno das sanções da ONU, o que, segundo analistas, ameaça levar o Conselho a uma de suas piores crises diplomáticas.

“O fato de que o Conselho de Segurança não atue com decisão em defesa da paz e da segurança internacional é indesculpável”, afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em um comunicado.

O embargo sobre as armas expira em 18 de outubro, segundo os termos de uma resolução que aprovou o acordo nuclear do Irã, assinado em junho de 2015 e denominado Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA).

Desde que o governo Trump se retirou do acordo e retomou as sanções contra o Irã, em uma campanha de “pressão máxima”, Teerã deu pequenos passos, mas cada vez maiores, para afastar-se do cumprimento do acordo nuclear, ao mesmo tempo que tenta pressionar para obter o alívio das sanções.

Os aliados europeus dos Estados Unidos, que ao lado da Rússia e da China assinaram o acordo com o Irã, expressaram apoio à extensão do embargo de armas convencionais de 13 anos.

Mas a prioridade destes países é preservar o JCPOA.

O texto americano, ao qual a AFP teve acesso, pedia uma prorrogação por tempo indeterminado do embargo ao Irã, uma medida que diplomatas consideraram que ameaçaria o acordo nuclear.

O Irã afirma que tem o direito à autodefesa e que a continuidade da proibição significaria o fim do acordo nuclear.

Pompeo antecipou que os membros do Conselho não apoiaram a proposta quase 30 minutos antes de a Indonésia, atual presidente do Conselho de Segurança, anunciar que os resultados oficiais tinham dois votos contrários e 11 abstenções, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, aliados europeus dos Estados Unidos.

Rússia e China votaram contra a resolução.

“O resultado demonstra mais uma vez que o unilateralismo não goza de apoio e que a intimidação fracassará”, tuitou a missão da China na ONU.

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