O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,07% na terceira quadrissemana de abril, informou nesta quinta-feira, 23 a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador perdeu força e ficou 0,27 ponto porcentual abaixo da taxa da divulgação anterior, de 0,34%.

Sete das oito classes de despesa que compõem o IPC-S tiveram decréscimo na inflação. A maior contribuição partiu dos Transportes (-0,97% para -1,57%), puxado pela forte deflação da gasolina (-3,68% para -5,29%).

Também houve desaceleração em Educação, Leitura e Recreação (0,41% para -0,22%), devido à passagem aérea (7,40% para 1,43%); Habitação (0,38% para 0,23%), puxada por móveis para residência (-0,34% para -1,07%); Alimentação (1,65% para 1,51%), com hortaliças e legumes (11,73% para 9,87%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,38%), devido a artigos de higiene e cuidado pessoal (0,94% para 0,52%); Vestuário (-0,23% para -0,32%), com calçados (-0,15% para -0,39%); e Despesas Diversas (0,34% para 0,32%); por causa de serviços bancários (0,33% para 0,22%).

O grupo de Comunicação repetiu a taxa de 0,06% registrada na segunda quadrissemana do mês. Neste grupo, os destaques foram a aceleração da mensalidade para TV por assinatura (0,03% para 0,12%), com pressão para cima, e a tarifa de telefone residencial (0,48% para 0,33%), que puxou a taxa para baixo.

Influências individuais

As principais influências para cima sobre o IPC-S partiram do leite tipo longa vida (6,74% para 7,55%), cebola (29,41% para 30,46%), batata inglesa (10,30% para 13,69%), plano e seguro de saúde (estável em 0,59%) e taxa de água e esgoto residencial (1,35% para 1,38%).

Por outro lado, pressionaram o índice para baixo o etanol (-5,23% para -8,22%), curso de ensino superior (-0,29% para -0,64%) e curso de ensino fundamental (-0,55% para -0,65%), além da gasolina e dos móveis para residência.