Dinheiro da Redação

Investimentos sem fim

A safra de investimentos empresariais no Brasil toma nos novos tempos um vulto extraordinário. 

Para ficar no exemplo das duas maiores companhias brasileiras, Petrobras e Vale do Rio Doce, o volume de recursos injetados em ampliação de escala não tem paralelo. A Petrobras fala em mais de US$ 224 bilhões nos próximos quatro anos. São quase três PIBs da Bolívia (de US$ 19 bilhões) por ano em uma única empresa.



Praticamente a totalidade dessa dinheirama (95%) será lançada em projetos desenvolvidos dentro do País – em especial no pré-sal. A Petrobras, todos sabem, já alçou o status de quarta maior petrolífera do mundo e caminha rapidamente para liderar um setor dominado por portentos americanos, britânicos e árabes. Será um feito gigantesco – que já tem data para acontecer–, empurrando um país que almeja a condição de potência.
 

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Em seu rastro, a Petrobras trará centenas de outros grupos nacionais. Com uma infindável gama de setores orbitando em torno do negócio do petróleo – de fabricantes de plásticos a montadoras de automóveis –, é de esperar um ciclo de desenvolvimento da economia interna ainda mais promissor.



No papel de locomotiva de um trem com muitos vagões, a Petrobras também está abrindo importantes espaços no campo da inovação tecnológica, da formação de mão de obra e da exportação de know how, que ampliam os dividendos para o mercado interno. Da mesma maneira, a Vale do Rio Doce comunicou na semana passada um plano de investimentos assombroso. Da ordem de US$ 90 bilhões, no período.

Assim, em 2014 – quando o Brasil sediará a próxima edição da Copa do Mundo – a liquidez de capital produtivo, que cresce em cascata com esses dois movimentos, experimentará certamente o seu auge. O objetivo da Vale engloba siderurgia, mineração – já é a maior mineradora de ferro do mundo –, construção de ferrovias e geração de fertilizantes.

Dá para imaginar o potencial de capacidade instalada que o parque industrial brasileiro passará a ter. Somados à ofensiva da Petrobras e da Vale do Rio Doce, os investimentos estrangeiros – de US$ 40 bilhões anuais, em média – formam o tripé que dão calço a essa nova fase de desenvolvimento nacional.

 


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