Edição nº 1091 11.10 Ver ediçõs anteriores

Insulina brasileira?

Insulina brasileira?

A Bahiafarma, laboratório público do Estado da Bahia, começou a entregar neste mês os primeiros lotes importados de insulina para o Ministério da Saúde, como parte de uma iniciativa na qual a empresa passará a fornecer 50% da demanda no Sistema Único de Saúde (SUS), em uma parceria com a fabricante ucraniana Indar. Em um mercado dominado por multinacionais como Sanofi, Novo Nordisk e Eli Lilly, e que movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano, o principal ponto do projeto é a transferência de tecnologia, com a instalação de uma fábrica em Dias D’Ávila, cidade da região metropolitana de Salvador. Orçada em R$ 250 milhões, a unidade, a primeira de insulina no País, terá capacidade anual de produção de 25 milhões de frascos, com possibilidade de exportação para o Mercosul, América Central e África.

 

Vai demorar um pouco

A expectativa é a de que a estrutura entre em operação 40 meses após o início das obras, o que está previsto para o segundo semestre. “Hoje, o fato de o Brasil não dominar essa tecnologia coloca o País em situação extremamente vulnerável em termos de garantia de abastecimento e de estabelecimento de preço”, diz Ronaldo Dias, presidente da Bahiafarma. Atualmente, a insulina é vendida a R$ 27,50 na Farmácia Popular. Cerca de 14 milhões de brasileiros dependem do medicamento. “A parceria com o Ministério prevê uma redução anual de 5% no preço das unidades”, afirma Dias. Com uma receita projetada de R$ 500 milhões para 2018, a Bahiafarma já é parceira da pasta no fornecimento de soluções de diagnósticos rápidos para doenças como zika, dengue, chikungunya, hepatite B e febre amarela, produzidas na fábrica do laboratório em Simões Filho (BA).

(Nota publicada na Edição 1069 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Márcio Kroehn e Moacir Drska)


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