Ciência

Instagram testará mecanismo de inteligência artificial para verificação de idade

Instagram testará mecanismo de inteligência artificial para verificação de idade

Instagram está fazendo testes em ferramenta a base de ingeligência artificial para verificação de idade dos seus usuários - AFP



O aplicativo de fotos Instagram anunciou nesta quinta-feira (23) o início dos testes de uma ferramenta criada a partir da inteligência artificial, que irá confirmar a idade dos seus usuários nos Estados Unidos.

A Meta informou a testagem das novas ferramentas de verificação para qualquer pessoa que pretende mudar a idade para acima de 18 anos na plataforma, através da gravação de um vídeo no formato ‘selfie’ ou pedindo verificação de idade para seus amigos.

Legisladores ao redor do mundo exigiram que o serviço de redes sociais, propriedade da gigante e tecnológica americana Meta, proteja os jovens dos conteúdos adultos e invasões de privacidade.

Segundo as empresas de tecnologia, esse tema não é resolvido facilmente, mas poderia ser abordado com mudanças tecnológicas mais amplas, como vincular os dados de nascimento ao telefone celular de uma pessoa.



“Estamos testando isso para assegurar que os adolescentes e adultos tenham a experiência adequada para seu grupo de idade”, declarou a Meta.

As ‘selfies’ em vídeo serão enviadas para a empresa britânica Yoti, desenvolvedora de uma ferramenta de inteligência artificial capaz de calcular a idade dos menores de 20 anos com uma margem de 1,5 anos, segundo eles.

No entanto, os próprios dados da Yoti sugerem que as ferramentas não são tão eficazes na verificação de idade de meninas e mulheres e de pessoas com pele escura. Tanto a Yoti como a Meta disseram que as selfies serão descartadas depois da verificação.


Em 2021, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, disse aos legisladores americanos não sentir que era trabalho do Instagram verificar a idade dos usuários. “Creio que seria muito mais efetivo verificar as idades no nível do dispositivo”, afirmou.

O Instagram foi abalado no ano passado após denúncias feitas por Frances Haugen. Segundo a denunciante, os executivos da plataforma sabiam dos possíveis danos causados pelo aplicativo na saúde mental dos jovens, em particular dos adolescentes. Desde então, a empresa vem implementado várias funções destinadas a proteger os usuários mais novos.