Economia

Inspirada em Alibaba e Tencent, magazine Luiza lança empresa de pagamentos

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Mas a queda de 45,1% nas lojas físicas - com 64% delas fechadas no trimestre por causa da pandemia - teve influência no resultado final. Mesmo assim, a empresa conseguiu gerar R$ 2,2 bilhões de caixa e fechar o trimestre com R$ 5,8 bilhões no bolso (Crédito: Divulgação)

O Magazine Luiza anunciou ontem a criação de uma nova empresa para oferecer serviços financeiros para clientes e vendedores de seu marketplace. Batizada de Magalu Pagamentos, a iniciativa, que será lançada em janeiro, está em linha com a estratégia do superapp do grupo, semelhante ao WeChat, plataforma desenvolvida pela chinesa Tencent Holdings.

“Fui para a China e descobri um país digitalizado, mais do que os Estados Unidos. O que a Alibaba e Tencent fizeram na China, quero fazer aqui no Brasil, e fazer melhor”, afirmou o presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, em encontro com analistas e investidores promovido pela companhia. Segundo Trajano, o processo de digitalização avançou tanto na China que não há mais barreira entre varejo físico e o online. “Queremos transformar o Brasil em um país omnichannel”, afirmou. Para o executivo, a companhia é uma das mais preparadas para liderar essa transição por ter nascido como uma empresa analógica e ter feito a transição para o mundo digital de forma bem-sucedida.

Trajano comentou que o Brasil tem 6 milhões de varejistas, em um mercado estimado em R$ 1,2 trilhão. Contudo, apenas 50 mil varejistas têm operações de e-commerce. “Temos aqui um potencial enorme de crescimento”, afirmou.

Serviços

O Magalu Pagamentos terá dois novos produtos. A carteira digital Magalupay é a frente voltada para os clientes finais. Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Magazine Luiza, Roberto Bellissimo Rodrigues, é importante que a empresa tenha serviços para aumentar a frequência do superapp, que vem ganhando cada vez mais importância nas vendas de e-commerce da companhia. Em novembro, mais de 50% das vendas online vieram do aplicativo.

Para facilitar o saque de recursos disponíveis no Magalupay, a Magazine Luiza firmou uma parceria com o Banco do Brasil. “Temos intenção de firmar parcerias com outros bancos”, disse Trajano. As lojas físicas também terão papel importante na estratégia da carteira virtual, permitindo o saque e depósito de dinheiro e o pagamento de compras pelo QR Code.

A conta digital também será integrada ao cartão de crédito da varejista, com objetivo também de viabilizar o aumento de vendas da companhia. Outra funcionalidade que estará disponível será a transferência de dinheiro peer-to-peer.

O segundo produto que passará a ser oferecido pela varejista é um sistema de pagamentos voltado para os vendedores que utilizam o marketplace da companhia. Uma das funcionalidades deste serviço é o oferecimento de antecipação de recebíveis. “Os nossos vendedores são de pequeno e médio porte, e precisam de capital de giro”, argumentou Bellissimo.

Neste serviço de antecipação de recebíveis, a Magazine Luiza cobra uma taxa de juros de até 1,49% por mês, com um prazo médio de 3,5 meses. “Essa taxa é mais barata do que as cobradas pelos bancos”, disse Bellissimo.

Frederico Trajano reforçou que o foco inicial do Magalupay são os clientes que já estão na base de usuários do superapp. “Focamos nos 20 milhões de clientes para tornar o onboarding (adesão) o mais simples possível”, afirmou.

Segundo o executivo, esse direcionamento inicial tem a ver com estratégia da varejista de oferecer a melhor experiência para o usuário. “Focamos em fazer algo mais simples e com muito menos fricção do que temos visto em outros projetos do mercado”, disse o executivo, comentando que outros serviços de carteira digital exigem que o usuário baixe dois aplicativos para ter acesso a todas as funcionalidades disponíveis.

Aquisição

O presidente da Magazine Luiza comentou ainda sobre a compra da Netshoes, feita neste ano, que, segundo ele, consolidou a estratégia da companhia de avançar em novos mercados e a posicionou em um dos segmentos mais promissores para o e-commerce, o de moda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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