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Inglaterra vai infectar pessoas saúdaveis para estudar coronavírus

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Pessoas saudáveis ​​são infectadas conscientemente com o vírus em um ambiente controlado. Isso permite que novas abordagens sejam experimentadas. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Em geral, quando se trata de combater vírus, quanto mais os cientistas sabem sobre um vírus, mais fácil é para eles desenvolver vacinas e antídotos. Nos últimos doze meses, uma quantidade enorme de conhecimento global importante foi adquirida sobre o novo tipo de coronavírus. Mas muitas perguntas ainda não foram respondidas.

Cientistas na Inglaterra estão, portanto, usando uma nova abordagem: os chamados “Testes de desafio humano”. Nesse caso, pessoas realmente saudáveis ​​são infectadas conscientemente com o vírus em um ambiente controlado. Isso permite que novas abordagens sejam experimentadas e hipóteses verificadas.

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De um ponto de vista ético, entretanto, essa abordagem não é indiscutível. A Associação de Empresas de Pesquisas Farmacêuticas da Alemanha, por exemplo, rejeita tais estudos. No passado, esses testes eram usados ​​para pesquisar gripe ou malária, por exemplo. Agora, eles devem ser usados ​​pela primeira vez com o coronavírus.



O estudo está sendo realizado em colaboração com o Imperial College de Londres e o Instituto de Pesquisa Farmacêutica hVivo. O estudo é financiado, entre outros, pelo governo britânico, que disponibilizou o equivalente a 38,9 milhões de euros. Isso também financia a compensação para os assuntos de teste.

A quantidade exata ainda é desconhecida. Como primeiro passo, 90 voluntários com idades entre 18 e 30 anos devem ser especificamente infectados. Antes disso, eles precisam passar por uma verificação de saúde detalhada. Os pesquisadores então desejam observar, entre outras coisas, como o sistema imunológico reage a uma carga viral específica. Também está sendo investigado como as partículas do vírus são liberadas no meio ambiente. Posteriormente, o estudo ajudará no desenvolvimento de vacinas, entre outras coisas.

Inicialmente, no entanto, apenas o patógeno clássico que se espalhou pelo mundo durante o ano passado será examinado. A mutação B.1.1.7 significativamente mais contagiosa, no entanto, não faz parte do estudo. Para garantir a segurança dos participantes, as cobaias também são monitoradas por médicos 24 horas por dia.

Até que ponto os resultados podem realmente ser usados ​​é controverso. Porque esses estudos só podem ser realizados em pessoas jovens e saudáveis. Os resultados não podem, portanto, ser necessariamente aplicados a todos os grupos populacionais. Especialmente com o coronavírus, porém, são sobretudo as pessoas idosas e com doenças crônicas que estão particularmente em risco.

Além disso, uma infecção no laboratório não é de forma alguma equivalente a uma infecção na natureza. Este é outro motivo pelo qual os resultados não podem ser facilmente transferidos.

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