Educação

“Infraestrutura básica também é o acesso à tecnologia”, diz Daniel Castanho

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Daniel Castanho: o futuro da educação é híbrido, com aulas presenciais e o uso de tecnologias (Crédito: Reprodução / Youtube)

Para o sócio-fundador e presidente do Conselho de Administração da Ânima Educação, Daniel Castanho, o Brasil tem dois grandes desafios para transformar a educação: a estrutura e a conexão. “A infraestrutura básica também é o acesso à tecnologia, se isso não acontece as pessoas ficam à margem da sociedade. É preciso conectar alunos e professores de realidades diferentes para construir uma comunidade de aprendizado, um ecossistema”, explica.

Hoje (01), em entrevista na live da IstoÉ Dinheiro, o executivo disse ao editor de Negócios da revista, Hugo Cilo, que as redes sociais só mostram o que as pessoas já pensam. “Para efetuar uma mudança precisamos ampliar a nossa visão e ter empatia com mais diversidade”, ressalta. Atualmente, a Ânima tem mais de 100 mil estudantes matriculados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Paraná.

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Em relação às mudanças impostas pela pandemia da covid-19 no âmbito educacional, Castanho acredita que o futuro do setor é híbrido, com aulas presenciais e o uso de tecnologias. “Acredito que o modelo que temos de educação a distância morreu. As pessoas querem a praticidade de uma educação digital, mas com muita qualidade. Nossos professores disponibilizam suas aulas na plataforma e isso pode ser usado por outros professores. Essa integração tem nos ajudado a seguir nesse momento”, conta.

O grupo fechou uma parceria com o Zoom, para transmitir as aulas, e com empresas de telecomunicação para que os alunos tivessem acesso à internet 5G. “Também estamos com essa estrutura para os nossos colaboradores, inclusive do atendimento por telefone. Muitas dessas mudanças devem ser passageiras com a volta da normalidade, mas acredito que tem soluções perenes que podem transformar realmente o setor”, prevê.

Entre essas propostas, Daniel Castanho destaca a necessidade de uma formação mais livre. “Acredito que chegaremos em um ponto onde as pessoas não entrarão em um curso específico, mas na universidade de maneira geral. Eles vão buscar os seus caminhos em nano cursos para estar sempre em formação. A universidade é o lugar onde você pega a informação que está no mundo e, com os espaços de aprendizado e os professores, transforma em conhecimento”, finaliza.

Assista ao vídeo completo da Live da Dinheiro com Daniel Castanho, realizada nessa segunda-feira (1):

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