Coluna

A Informa aposta na retomada das feiras de negócios

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Marco Basso, CEO da inglesa Informa Exibitions, que detém os direitos de organização da Agrishow (Crédito: Divulgação)

Os números ainda estão distantes dos obtidos em 2014, antes do acirramento da crise, mas o resultado geral da Agrishow, a maior feira do agronegócio da América Latina e a terceira especializada do mundo, confirmam que o setor está em franca recuperação. Realizada na primeira semana de maio, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a 24ª edição do evento registrou uma expectativa de vendas de máquinas e equipamentos fechadas da ordem de R$ 2,2 bilhões pelos 800 expositores.

Trata-se de um valor 18% inferior aos R$ 2,7 bilhões obtidos há quatro anos, mas 13% superior aos R$ 1,95 bilhão de 2015. “A Agrishow mostrou que o momento é promissor para o agronegócio brasileiro”, afirma Marco Basso, CEO da inglesa Informa Exibitions, que detém os direitos de organização da feira. Segundo ele,159 mil visitantes, em sua maioria pequenos, médios e grandes produtores rurais, estiveram no evento, que contou também com a participação de compradores de oito países, entre eles Estados Unidos, Chile, Colômbia, Etiópia e Egito. “Para 2018, as expectativas são positivas, até porque vamos comemorar os 25 anos da Agrishow e a economia já apresenta bons sinais de recuperação.”

Baseada em Londres, a Informa tem na Agrishow uma das joias de seu portfólio, que conta com 23 marcas setoriais, como a Fispal, Future Com, ABF Franchising e Feimec. Uma das maiores companhias globais de conferências e congressos, a Informa passou a apostar fortemente em feiras, em 2010, como reação à crise da economia mundial. Atualmente, a organização de feiras já representa 40% do faturamento de US$ 2 bilhões (US$ 60 milhões no Brasil).  “A aposta se mostrou acertada, já que as feiras de negócios são mais resilientes à queda da atividade econômica”, afirma Basso.

Para ele, a despeito das dificuldades atuais, o setor apresenta perspectivas promissoras para os próximos anos, no País, que vem atraindo algumas das maiores promotoras do mundo, como a alemã Messe Frankfurt, que adquiriu a Guazelli, e a inglesa Read, que absorveu a tradicional Alcântara Machado, dona do Salão do Automóvel. Esses gigantes estão tirando partido do processo de concentração da atividade, em decorrência das dificuldades enfrentadas pelas concorrentes nacionais. “Há muitos negócios á venda, mas é preciso avaliar cuidadosamente cada caso”, diz Basso, que diz já ter investido R$ 400 milhões nos últimos anos, no Brasil.



Anualmente, são realizadas cerca de 2 000 feiras de negócios no mercado brasileiro. De acordo com Basso, esses eventos geram um movimento de negócios em torno de R$ 16 bilhões a cada ano, atraindo ao redor de 15 milhões de visitantes exclusivos. “Nesse montante, estão incluídos não apenas o desembolsado nas feiras, mas também os gastos em restaurantes, hotéis, transportes e lazer”, diz.

Basso observa que em decorrência da retração da economia no período recente, as feiras de negócios estão sendo obrigadas a se reinventar para sobreviver e poder surfar numa esperada nova onda de crescimento. “O setor não ficou imune à crise econômica, que acabou mudando o comportamento das empresas em relação às viagens corporativas e até mesmo o modelo de negócios”, reconhece Basso. Ele acredita que a tendência é de que as marcas expositoras tendam ser cada vez mais seletivas e disciplinadas em seus investimentos em feiras, em busca de uma melhor relação custo benefício. “Por isso mesmo, precisamos nos focar cada vez mais na geração de resultados, tanto para os expositores como para os visitantes.”

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