O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) registrou uma alta de 1,38% no primeiro trimestre de 2017, após uma taxa mais modesta no quarto trimestre de 2016, de 0,93%, informou nesta quarta-feira, 12, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O indicador mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade. No acumulado em 12 meses, o IPC-3i teve alta de 4,68%. O resultado ficou acima da inflação média sentida pelas famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br), que acumulou aumento de 4,55% no mesmo período.

Três das oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores no primeiro trimestre deste ano. A principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo Habitação, que passou de recuo de 0,16% no último trimestre de 2016 para um avanço de 2,02%. O item que mais influenciou esse comportamento foi a tarifa de eletricidade residencial, que aumentou 5,76% apenas no primeiro trimestre.

Também pressionaram o indicador os grupos Alimentação (de 0,31% para 1,12%) e Educação, Leitura e Recreação (de 2,66% para 2,95%), sob influência de itens como laticínios (de -10,30% para 0,94%) e cursos formais (de 0,00% para 9,19%).

Por outro lado, foram menores os resultados de Transportes (de 2,37% para 0,39%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,82% para 1,74%), Comunicação (de 1,03% para -1,07%), Vestuário (de 0,75% para -0,19%) e Despesas Diversas (de 1,54% para 1,51%). Os principais destaques foram a gasolina (de 3,28% para -2,23%), plano e seguro de saúde (de 3,11% para 3,04%), tarifa de telefone residencial (de 0,09% para -3,75%), roupas (de 0,98% para -1,09%) e clínica veterinária (de 7,08% para 1,46%).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.