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Infecção por Covid-19 no início da gravidez não prejudica o bebê, diz estudo

Crédito: Reprodução/Unsplash

Nenhum dos fetos mostrou sinais de doença do sistema nervoso central ou restrição de crescimento. Também não houve evidência de transmissão vertical (Crédito: Reprodução/Unsplash)

Pesquisadores israelenses acompanharam de perto mulheres que contraíram Covid-19 durante o primeiro ou segundo trimestre da gravidez e avaliaram o bem-estar fetal, o crescimento e outros fatores relacionados. De acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Medicin, e revisto por pares, a infecção por SARS-CoV-2 no início da gravidez não prejudica o bebê.

A pesquisa acompanhou 55 mulheres que contraíram coronavírus e diferenciaram entre as que contraíram a doença no início da gravidez e aquelas que foram infectadas no terceiro trimestre, quando há um risco aumentado de doenças maternas graves e complicações.

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Yoav Yinon, chefe da Unidade de Medicina Fetal do Centro Médico Sheba e investigadora principal do artigo, observou que “não houve complicações na gravidez, restrições de crescimento fetal ou complicações placentárias. Nenhum dos fetos mostrou sinais de doença do sistema nervoso central, restrição de crescimento e disfunção placentária”. Além disso, não houve evidência de transmissão vertical, o que significa que as mães não transmitiram o vírus para seus bebês através da placenta.



As gestações resultaram em 100% de sobrevivência perinatal até o momento. As descobertas do estudo trouxeram garantias à comunidade médica de Israel, onde no início deste ano, houve dois casos de bebês natimortos que mais tarde foram descobertos por terem contraído o coronavírus de suas mães.

No entanto, apesar do relatório positivo, o pesquisador lembrou que as gestantes devem se certificar de se vacinar contra o coronavírus. Isso porque existe um risco aumentado de doenças maternas graves e complicações no terceiro trimestre que podem levar as gestantes à unidade de terapia intensiva e levar ao parto prematuro.

No final de abril, a diretora dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Rochelle Walensky, recomendou que as mulheres grávidas fossem vacinadas contra o COVID-19. O anúncio foi feito após a realização de um estudo em que nenhum perigo para as mulheres ou para o feto foi observado.

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