Indústria do vinho começa a se adaptar ao seu novo público: millennials

O mercado começa a se adaptar aos millennials com rótulos baratos de qualidade e uma maior oferta de vinhos enlatados

Indústria do vinho começa a se adaptar ao seu novo público: millennials

Em 2015, os millennials foram responsáveis por beber 42% do vinho consumido nos Estados Unidos. Em 2017, as compras de vinho online cresceram 33% em relação ao ano anterior. O grupo que mais realiza compras via internet? Millennials. Esse grupo de pessoas,  nascidas na segunda metade da década de 1990 até a primeira década dos anos 2000, é hoje um dos grandes consumidores de vinho do mundo, e as empresas que trabalham com a bebida já começam a se adaptar para chegar mais perto deste público.

O único problema para eles é o dinheiro. Segundo pesquisa da Business Insider, 75% dos millennials admitem que beberiam mais vinho caso tivessem dinheiro. Pensando nisso, o Walmart está lançando marcas exclusivas de vinhos feitos na França, Itália e Napa Valley, região produtora de vinhos da Califórnia. O preço de praticamente todos os rótulos é de US$ 11, mas o supermercado afirma que eles “descem como vinhos de US$ 30 e US$ 40.” A propaganda pode não ser verdadeira, mas mostra o público que buscam atingir.

Outra adaptação está na maneira de tomar a bebida. Não conte para enólogos europeus, mas a venda de vinhos em lata teve crescimento de 125,2% entre 2015 e 2016, passando de um mercado que movimentava US$ 6,4 milhões para US$ 14,5 milhões. O motivo? Millennials gostam de conveniência.

A previsão é de que até 2026, esse grupo ultrapasse a geração X, nascidos entre 1961 e 1981, como o grupo que mais bebe vinho no planeta. As mudanças do mercado já olham para o futuro dos bebedores do fermentado de uva.