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Índice de fumantes volta a cair no país; em 12 anos, tabagismo diminuiu 40%

O porcentual de brasileiros que se declaram fumantes voltou a cair no ano passado, atingindo o índice de 9,3%, contra 10,1% em 2017. É o que revelam dados inéditos da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde. O recorte sobre tabagismo foi divulgado nesta sexta-feira, 31, quando é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco.

A queda entre 2017 e 2018 é de 8,6%. Se comparada a mais recente proporção de fumantes com a de 12 anos atrás no País, a queda é ainda mais expressiva. Em 2006, 15,6% da população brasileira fazia uso de cigarro. No período, portanto, o número de fumantes no Brasil caiu mais de 40%.

Para especialistas, a queda no número de fumantes no País é resultado de políticas públicas na área. “O número de fumantes vem caindo de forma consistente nos últimos anos. Estar abaixo dos dois digítos é uma conquista de políticas públicas bem feitas. É importante a política de taxação dos cigarros. Custar caro é importante e inibe o consumo. Também temos que destacar a proibição do fumo em restaurantes e baladas.”, afirma Jaqueline Scholz, diretora do programa de tratamento do tabagismo do Incor. “O Brasil tem uma das melhores políticas públicas antitabagistas do mundo. Em 1989, 35% dos brasileiros se declaram fumantes. Desde então, acontece essa queda”, diz Igor Bastos Polonio, pneumologista.

Apesar da queda, há grupos e regiões nos quais o índice de tabagistas está bem acima da média nacional. Uma das diferenças mais expressivas é entre os sexos: o porcentual de homens fumantes (12,1%) é o equivalente ao dobro do de mulheres (6,9%).

Entre os diversos grupos etários, o de pessoas entre 55 e 64 anos são os que mais fumam (12,3%). Já a faixa etária seguinte (acima dos 65 anos) é a que concentra a menor proporção de tabagistas (6,1%).

Os brasileiros menos escolarizados são os que mais consomem cigarros. Cerca de 13% dos entrevistados com até oito anos de estudo têm esse hábito. No grupo de pessoas com 12 anos de estudo ou mais, esse índice cai para 6,2%.

Na análise por capitais, a pesquisa mostra que São Paulo é a segunda com o maior porcentual de fumantes (12,5%) do País, perdendo apenas para Porto Alegre (14,4%). Na outra ponta, como capitais com menos tabagistas, estão São Luís e Salvador. Cada uma tem apenas 4,8% de moradores fumantes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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