Dinheiro em Ação

Indenizações derrubam resultado da Petrobras

Indenizações derrubam resultado da Petrobras

Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras, agora assume a diretoria executiva da BRF

Papéis avulsos

O prejuízo de R$ 5,5 bilhões no quarto trimestre de 2017, divulgado pela Petrobras, na quinta-feira 15, surpreendeu negativamente o mercado. A causa das perdas foram despesas não-recorrentes, como a provisão de R$ 11,2 bilhões para indenizar os investidores internacionais que processaram a estatal presidida por Pedro Parente. Apesar do resultado ruim na última linha do balanço, os números do acumulado do ano melhoraram. O prejuízo, no ano passado, foi de R$ 446 milhões, queda de 97% em relação às perdas de R$ 14,8 bilhões em 2016. Foi o quarto ano seguido em que a empresa fechou no vermelho, desde que um gigantesco escândalo de corrupção, revelado pela operação Lava Jato, abalou as finanças da estatal. Isso fez as ações recuarem 4,78%. Mesmo assim, Celson Plácido, analista da XP Investimentos, recomenda a compra dos papéis. “Mantemos nossa visão positiva para a empresa, com base em execução melhor, potencial de ganhos de eficiência com cortes de custos e espaço para desinvestimentos”, escreveu ele em relatório.

 

Varejo

Magazine Luiza paga mais dividendos

O Magazine Luiza elevou de R$ 75 milhões para R$ 125 milhões o total de proventos que serão distribuídos, com referência aos resultados de 2017. Esse valor corresponde a 33,8% do lucro, mais do que o dobro do dividendo mínimo obrigatório de 15% previsto no estatuto social da rede varejista. A empresa comandada por Frederico Trajano também pretende reinvestir parte dos lucros de R$ 389 milhões de 2017 na expansão da rede de lojas, em especial na região Nordeste do Brasil, embora não tenha divulgado um número específico de unidades. No ano, as ações sobem 11,8%, após terem avançado 511% no acumulado de 2017.

 

Tecnologia

Números negativos na Positivo

A Positivo divulgou um prejuízo de R$ 47,5 milhões em 2017, ante um lucro de R$ 8,8 milhões em 2016. Apesar de o faturamento da empresa de tecnologia e informática ter crescido 9,6%, para R$ 1,9 bilhão, o custo dos produtos vendidos subiu 14,6% no ano, para R$ 1,4 bilhão. Apesar disso, o desempenho das ações tem sido bom: a alta acumulada no ano é de 20,3% até a quarta-feira 14.

 

Touro x Urso

O avanço na retórica protecionista do governo americano influenciou negativamente o comportamento das ações durante a semana. Nesse período, até a quinta-feira 15, o Índice Bovespa recuou 1,7%, para encerrar o pregão a 84.928 pontos. As ações mais prejudicadas foram as das empresas siderúrgicas, caso da Gerdau. As cotações recuaram 3,5% na semana. Considerando-se apenas o pregão da quinta-feira 15, os papéis da Companhia Siderúrgica Nacional apresentaram a maior queda, uma baixa de 3,2%.

 

Destaque no pregão

Lucro da Natura cresce 125%

A empresa de cosméticos Natura anunciou o melhor resultado em três anos. Em 2017, o lucro líquido foi de R$ 670 milhões, alta de 125% em relação ao resultado do ano anterior. O faturamento bateu recorde e alcançou R$ 9,8 bilhões, expansão de 24,5% em relação aos R$ 7,9 bilhões do ano anterior. Em relatório, os analistas da Mirae Corretora avaliam que um dos pontos altos foi a melhora do desempenho operacional. O principal item a comemorar foram os bons resultados obtidos fora do Brasil. A rede de varejo inglesa The Body Shop, adquirida em 2017, agregou o equivalente a R$ 1,2 bilhão ao faturamento. No ano, as ações desvalorizam-se de 1,3%, ante uma alta de 45,2% em 2017.

Palavra do analista:
Segundo a equipe de analistas da Mirae Corretora, o principal ponto do balanço da Natura foi a melhora da estrutura de capital, decorrente dos resultados acima do esperado apresentados pela The Body Shop. Carlos Soares, analista da corretora Magliano, destaca o fato de a companhia distribuir dividendos de R$ 128,7 milhões referentes a 2017.

 

Bancos

Itaú terá restrições na compra da XP

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, com restrições, a compra de 49,9%, por R$ 6,3 bilhões, da XP Investimentos pelo Itaú Unibanco. Dentre as exigências, a empresa fundada por Guilherme Benchimol não poderá cobrar taxa na venda de investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto, e não poderá exigir exclusividade dos agentes autônomos de investimento. O Itaú também não poderá oferecer investimentos exclusivos para a XP, nem direcionar clientes para a corretora.

 

 

Mercado em números

BURGER KING
R$ 1,78 bilhão – Foi o faturamento da rede de restaurantes em 2017, uma alta de 28% em relação ao
R$ 1,39 bilhão de 2016

ELETROBRAS
R$ 1 bilhão – É quanto a estatal do setor elétrico pretende economizar com mais um Plano de Demissão Voluntária (PDV) destinado a dispensar três mil funcionários

BR MALLS 
R$ 129 milhões – Foi o lucro líquido da administradora de shopping centers no quarto trimestre de 2017, alta de 13,5% ante o mesmo período de 2016. No ano, o prejuízo foi de R$ 796 milhões

SARAIVA
R$ 52 milhões – Foi o prejuízo da empresa de varejo em 2017, um crescimento de 4,4% em relação à perda de R$ 49 milhões em 2016

IRB
R$ 1,41 – É o valor do dividendo adicional que o ressegurador pretende pagar referente ao resultado do quarto trimestre de 2017. O valor total aprovado é de R$ 1,6165 por ação