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Incursões aéreas chinesas em Taiwan registram segundo maior nível em novembro

Incursões aéreas chinesas em Taiwan registram segundo maior nível em novembro

Caça F-16 taiwanês ao lado de bombareiro H-6 chinês (acima) no espaço de identificação aérea de Taiwan - Taiwan's Defence Ministry/AFP/Arquivos

Aviões de combate chineses fizeram 159 incursões na zona de defesa aérea de Taiwan em novembro, de acordo com os dados da AFP, o segundo nível mais elevado para um mês, em um momento de pressão militar de Pequim sobre a ilha de governo democrático.



Taiwan permanece sob ameaça constante de uma invasão chinesa, que considera a ilha parte de seu território e promete recuperá-la, inclusive pela força se for necessário.

O ministério da Defesa de Taiwan começou a revelar os números das incursões aéreas da China em setembro de 2020, com os quais a AFP elaborou uma base de dados.

Em novembro, o exército chinês superou pelo terceiro mês consecutivo uma centena de incursões na zona de identificação aérea e registrou o segundo maior número, atrás apenas das 196 contabilizadas em outubro.

As incursões incluem 100 caças e nove bombardeiros H6, que têm capacidade nuclear.

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Pequim intensificou a pressão sobre Taiwan desde a chegada ao poder em 2016 da presidente Tsai Ing-wen, que rejeita o princípio de que a ilha faz parte de “uma só China”.

A tensão aumentou de intensidade nos últimos 14 meses, período em que Pequim reforçou o número de aviões militares que entram na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan.

A escalada deixou em alerta os aliados de Taiwan, como Estados Unidos e Japão, inquietos com a possibilidade de uma eventual invasão da ilha pela China.

A zona de identificação aérea não é a mesmo que o espaço aéreo de Taiwan, e inclui uma parte mais ampla que em alguns momentos se sobrepõe à parte do espaço de identificação de defesa aérea da China.

Se em outubro Pequim concentrou grande parte das incursões nos dias seguintes ao Dia Nacional da China, 1º de outubro, em novembro os envios foram menos intensos, porém mais constantes, com apenas três dias sem nenhuma incursão.

“A situação recente é particularmente lúgubre com (incursões) quase ininterruptas”, declarou na segunda-feira o ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng.

“A intenção (da China) é nos esgotar lentamente, para mostrar que tem este poder”, completou.

No decorrer do ano, quase 900 aviões militares chineses entraram na zona de identificação aérea de Taiwan. Desde o início da publicação dos dados em setembro, o número de incursões supera mil.


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