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Incongruências nos números de COVID-19 na Itália levantam suspeitas

Incongruências nos números de COVID-19 na Itália levantam suspeitas

Estudante de Medicina (C) exibe cartaz com a pergunta "Quem vai curar você?" durante protesto em Milão por uma reforma do curso universitário em 29 de maio de 2020 - AFP

Algumas regiões italianas estão omitindo números de contágio por coronavírus? As dúvidas e incongruências estão aumentando na península, em particular pelos dados da Lombardia, a região mais afetada pela COVID-19, sobretudo, porque o país se prepara para abrir suas fronteiras.

“É razoável suspeitar de que algumas regiões estejam usando artifícios para não terem de voltar a fechar”, disse Nino Cartabellotta, chefe da Fundação GIMBE, que reúne especialistas em saúde, em entrevista à RAI24 na quinta-feira (28).

“A Lombardia é uma delas”, enfatizou.

Para o especialista, “há muitos dados estranhos nos últimos três meses”, incluindo o número de pessoas hospitalizadas que estão listadas como doentes.

Cartabellotta sustenta que o atraso na publicação dos dados é suspeito, principalmente porque a fase mais crítica foi superada e, segundo ele, a região da Lombardia evita contabilizar novos casos.

“É como se eles tivessem a necessidade de manter os números de contágio abaixo de um certo nível”, insistiu.

As autoridades regionais rejeitaram, categoricamente, essas acusações e ameaçaram entrar na Justiça.

De qualquer forma, a denúncia causou alvoroço no país, já que a Itália registrou oficialmente mais de 33.100 mortes e 231.000 casos de contágio desde o início da pandemia.

Somente na Lombardia, o motor econômico do país, o número de mortes chegou a 16.000, com 88.000 infectados.

A partir de 3 de junho, os italianos poderão circular livremente por toda península, mas o governo se reservou o direito de fechar algumas das 20 regiões, se considerar que representam um risco de contágio para o restante do país.

Turistas e empresários estrangeiros da União Europeia também poderão ingressar no país a partir dessa data.

De acordo com dados oficiais, a Lombardia registrou 382 novos casos na quinta-feira (28), quase dois terços do número total em toda Itália (+593).

Para o jornal “La Stampa”, nas últimas semanas, “dezenas” de virologistas denunciaram “inconsistências nos dados”, por subestimarem o número de casos de infecção.

Três regiões do sul – Campânia, Sardenha e Sicília – ameaçaram negar a entrada de italianos provenientes do norte, ou exigir um período de quarentena.

Diante da incerteza, o governo estuda a possibilidade de adiar por uma semana a decisão de autorizar viagens entre regiões, como noticia a imprensa local nesta sexta-feira (29).

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