Economia

IEA: superávit da balança comercial do agronegócio paulista cresce 28,6% até maio



O agronegócio paulista registrou superávit na balança comercial de US$ 7,29 bilhões de janeiro a maio, o que corresponde a um aumento de 28,6% em comparação com igual período do ano passado (US$ 5,67 bilhões). Os dados foram consolidados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a partir dos dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do Estado é de 36,4%, enquanto a participação das importações setoriais é de 6,6%, informam os pesquisadores do IEA, Carlos Nabil Ghobril, José Alberto Angelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira.

Entre janeiro e maio deste ano, o setor apresentou aumento de 23,5% nas exportações, alcançando US$ 9,34 bilhões, enquanto as importações cresceram 8,5%, totalizando US$ 2,05 bilhões.

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista, nos primeiros cinco meses de 2022, foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 2,16 bilhões sendo que, desse total, o açúcar representou 85,6% e o álcool, 14,4%), complexo soja (US$ 2,02 bilhões), setor de carnes (US$ 1,51 bilhão, dos quais a carne bovina respondeu por 86,7%), produtos florestais (US$ 1,06 bilhão, com participações de 47,9% de celulose e 41,8% de papel) e sucos (US$ 657,68 milhões, dos quais 97,2% referentes a suco de laranja).




Esses cinco agregados representaram 79,2% das vendas externas setoriais paulistas. Já o grupo de café, tradicional nas exportações do Estado, aparece na sexta colocação, com vendas de US$ 451,45 milhões (75,0% referentes ao café verde).

Ainda de acordo com o IEA, de janeiro a maio de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de produtos florestais (+68,9%), carnes (+64,1%), café (+47,9%), complexo soja (+40,9%) e sucos (+4,8%), e com queda para o complexo sucroalcooleiro (-9,0%).

Segundo os pesquisadores, essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.