Finanças

Ibovespa minimiza altas em NY e fecha em queda de 0,24%

Ibovespa minimiza altas em NY e fecha em queda de 0,24%

Ibovespa minimiza altas em NY e fecha em queda de 0,24%

O mercado de ações teve uma sessão de negócios morna, com liquidez reduzida e oscilações contidas. Sem notícias de grande relevância e ainda à espera de eventos futuros, o Índice Bovespa terminou o dia com baixa de 0,24%, aos 103.704,28 pontos. A queda foi na contramão das bolsas de Nova York, que se animaram na expectativa de entendimento nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. Os negócios somaram R$ 14,2 bilhões.

Durante o pregão, o Ibovespa oscilou em um intervalo não muito extenso, de 911 pontos. Pela manhã, chegou à máxima de 104.429,57 pontos (+0,46%), mas não teve fôlego para sustentar esse patamar. No cenário econômico, o destaque ficou por conta do resultado do IPCA de julho, de 0,09%, que ficou abaixo da mediana das expectativas colhidas pelo Projeções Broadcast e incentivou apostas em um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic já neste mês. A notícia, que em tese favorece o investimento em renda variável, teve efeito limitado e pontual nos preços das ações.

Para Pedro Coelho Afonso, economista da PCA Capital, as sucessivas saídas de recursos externos da Bolsa em julho dificultam o avanço do Ibovespa, uma vez que, em sua avaliação, o investidor local não tem mais força para levar o índice adiante. Segundo ele, o investidor estrangeiro mostra resistência ao mercado brasileiro porque as incertezas com o País seguem relevantes.

“Mercado financeiro e incerteza não combinam. O investidor vê a reforma da Previdência avançar, mas sabe que não é só isso. Além do avanço de outras questões fiscais, ele quer ver segurança jurídica e política e os dois aspectos mostram problemas. O cenário político vem gradativamente se deteriorando com questões como a indicação do filho do presidente para a embaixada nos Estados Unidos”, diz o economista.

Na análise por grupo de ações, as maiores baixas ficaram com o Índice de Materiais Básicos (IMAT), que caiu 0,93%, e o Índice de Consumo (ICON), que perdeu 0,37%. No caso do primeiro, pesou a perda de 1,32% das ações da Vale e de siderúrgicas, acompanhando nova queda nos preços do minério de ferro no mercado chinês.

No caso do índice de consumo, as baixas foram atribuídas a uma correção após a sinalização de que os saques do FGTS a serem liberados pelo governo serão limitados a R$ 500. Na ponta contrária, papéis do setor imobiliário avançaram, após pressão para restringir os saques do Fundo e evitar comprometimento do uso dos recursos para o financiamento da casa própria. Cyrela ON subiu 2,34% e Tenda ON avançou 2,01%.