Finanças

Ibovespa fecha em queda de 2,27% com influência de petróleo e Petrobras

A bolsa brasileira foi penalizada nesta terça-feira, 14, por um conjunto de fatores negativos, que levaram os investidores a reduzir ainda mais a exposição ao risco. No cenário doméstico, o destaque ficou com a reação negativa dos investidores ao balanço trimestral da Petrobras, cujas ações despencaram e exerceram importante influência no desempenho do Índice Bovespa. No front externo, pesaram a queda expressiva dos preços do petróleo e os temores de aperto monetário nos Estados Unidos. Nesse cenário, o Ibovespa acelerou gradativamente as perdas ao longo da tarde e fechou em queda de 2,27%, aos 70.826,59 pontos, quase mínima do dia e menor patamar de fechamento desde 23 de agosto (70.477 pontos).

Os papéis da Petrobras tiveram duplo estímulo à venda. O principal deles foi o balanço do terceiro trimestre da estatal, que ficou aquém do esperado em diversos aspectos, conforme as diferentes análises. Como se não bastasse a reação negativa ao balanço, as ações da Petrobras ainda sofreram com a influência dos preços do petróleo, que tiveram quedas expressivas nos contratos futuros de Londres e Nova York. As perdas foram atribuídas a um forte movimento de realização de lucros deflagrado após o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) ter apontado redução das projeções de demanda para este e o próximo ano. As ações da Petrobras terminaram o dia em queda de 8,18% (ON) e de 7,75% (PN), respectivamente, liderando as perdas do Ibovespa.

O cenário externo trouxe ainda outros influências que contribuíram para ampliar a aversão ao risco. Pela manhã, o índice de preços ao consumidor (PPI) mostrou inflação de 0,4% no atacado em outubro, ante previsão de 0,1%. A surpresa com o aumento da inflação trouxe de volta os temores de um aumento de juros mais forte nos Estados Unidos, o que acabou por alimentar mais a fuga do risco.

As commodities metálicas também tiveram um dia de perdas, influenciadas pelos dados da produção industrial da China, que cresceu 6,2% em outubro, abaixo dos 6,6% de setembro. Com o minério de ferro, o cobre e outros metais em queda, Vale ON fechou em queda de 2,96%. Os papéis de siderurgia acompanharam, com Usiminas PNA (-7,59%) figurando na terceira posição entre as maiores quedas do Ibovespa. As ações do setor financeiro também estiveram entre as quedas mais significativas do dia. As units do Santander Brasil tiveram queda de 3,94% e Banco do Brasil ON perdeu 2,39%.

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