Finanças

Ibovespa fecha em baixa de 0,23%, a 119.100,08 pontos, com tumulto em Washington

Crédito: Divulgação - B3

Com a expectativa por mais estímulos nos EUA, o Ibovespa rompeu o pico intradia da segunda, para fincar nova referência histórica, perto dos 121 mil pontos (Crédito: Divulgação - B3)

Para o dia que se desenhava até o fim da tarde, o fechamento do Ibovespa, abaixo dos 120 mil, foi do triunfo completo à decepção. Com a expectativa por mais estímulos fiscais nos EUA, em governo Biden com maioria na Câmara e no Senado, o Ibovespa, em linha com novas máximas em Nova York, rompeu nesta quarta-feira o pico intradia da segunda-feira, 4, para fincar nova referência histórica, bem perto dos 121 mil pontos. Nesta quarta-feira, o índice da B3 parecia, até os minutos finais, firme para também superar o recorde de fechamento de 23 de janeiro passado (119.527,63 pontos).

Perto do fechamento, o índice cedeu e encerrou em leve baixa de 0,23%, aos 119.100,08 pontos, saindo de mínima na sessão a 118.916,94 para chegar, no melhor momento do dia, aos 120.924,32 pontos, com ganhos disseminados pelos setores de maior peso, embora moderados no fim. Reforçado, o giro foi a R$ 43,0 bilhões nesta terceira sessão do ano – em 2021, o índice avança 0,07%.

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O fechamento foi em tom menor, com o índice se afastando das máximas até perder e se afastar da linha dos 120 mil, tocada pela primeira vez na última sessão de 2020. Desde Wall Street, o fôlego cedeu na reta final do dia, quando manifestantes pró-Trump invadiram o Capitólio durante a certificação da vitória do presidente eleito Joe Biden. Ainda assim, a percepção é de que o ruído tende a ser passageiro, uma vez expirado o atual mandato presidencial, em 20 de janeiro, em vista também da disposição manifestada nesta quarta-feira por Biden de “tentar trabalhar com pessoas de ambos os partidos”. Contudo, a mobilização da Guarda Nacional e os relatos de que o tumulto deixou feridos (inclusive a bala) acendem luz amarela para a transição política no país.



O quadro de fundo, econômico, ainda é favorável. “O cenário externo dá suporte aos ativos de risco, inclusive nos emergentes, com o mercado precificando nesta quarta de maneira bem agressiva mais estímulos fiscais, o que explica esta variação grande vista no yield de 10 anos dos EUA”, diz Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, acrescentando que a perspectiva favorece o incremento da recuperação observada na B3, que já vinha sendo observada nos setores cíclicos, como os de commodities, siderurgia, energia e bancos. “No curto prazo, o principal fator de risco é a extensão desta retomada de lockdown, caso os fechamentos venham a se alongar neste primeiro trimestre”, acrescenta.

“A economia americana puxa todo o resto, o que se reflete neste otimismo visível na Bolsa e especialmente nas commodities, os ativos que mais estão se beneficiando desta recuperação”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, que, considerando o nível de preços atual, observa oportunidades nos setores financeiro, de saúde e construção civil e, quando houver mais clareza sobre a reabertura, também nos de aviação e turismo, duramente descontados durante a pandemia. “As ações de bancos têm se recuperado e isso deve se manter, após um período de elevação de provisionamentos contra eventuais defaults, que acabaram não vindo”, acrescenta Moliterno.

Nesta quarta-feira, Vale ON fechou em alta de 2,81%, a R$ 95,61, à frente de Petrobras PN (+0,10%) e ON (+0,99%). Destaque também para ganho de 4,95% em Gerdau PN (na ponta do Ibovespa na sessão), de 4,11% em Usiminas (segunda maior alta do dia) e CSN, de 4,05%. Entre os bancos, Bradesco PN subiu nesta quarta 3,12%, com Itaú PN em alta de 2,77% e a Unit do Santander, de 2,48%. Na face contrária do Ibovespa, B2W (-6,93%) e Lojas Americanas (-5,74%)

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