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Ibovespa fecha com Vale e Magazine Luiza entre maiores pressões de baixa

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Sede B3 São Paulo (Crédito: Pixabay)

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo nesta terça-feira, devolvendo boa parte da alta acumulada desde o começo do mês, com as ações de Vale e Magazine Luiza entre as maiores pressões de baixa.



Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,82%, a 104.403,29 pontos. O volume financeiro somou 27,8 bilhões de reais.

Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou queda de quase 3% apenas nesses últimos dois pregões e agora contabiliza um acréscimo de apenas 0,9% em novembro. Até a quinta-feira da semana passada, subia quase 4%.

Na visão do coordenador do departamento econômico do Banco ABC Brasil, Daniel Xavier, entre componentes para a fraqueza recente do Ibovespa estão dados do setor imobiliário chinês, que continuaram fracos em outubro, o que pesa em ações como a Vale.

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Ao mesmo tempo, acrescentou, as perspectivas para o PIB brasileiro seguem em baixa, com o IBC-Br mostrando que a atividade econômica encolheu no terceiro trimestre, o que tende a afetar papéis ligados a consumo doméstico, como varejistas.

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Nesse contexto, vale citar que as vendas no varejo brasileiro apuradas pelo ICVA, da Cielo, recuaram 0,8% em outubro ano a ano, descontada a inflação, interrompendo sequência de 6 meses de crescimento.

“Além disso, os mercados também monitoram os ruídos em torno da ‘PEC dos Precatórios'”, afirmou, referindo-se à medida que facilitará a abertura de espaço fiscal para a implementação do Auxílio Brasil e outras medidas em 2022.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que a aprovação da PEC pelo Congresso irá abrir espaço para se conceder reajuste aos servidores públicos federais.

Assim, o Ibovespa descolou das bolsas nos Estados Unidos, onde o S&P 500 fechou em alta de 0,39%, com ganhos nos papéis da Home Depot e dados de vendas no varejo sinalizando boa saúde para os gastos do consumidor.

DESTAQUES

– VALE ON recuou 2,88%, na esteira da queda dos futuros do minério de ferro na China. Dados chineses também mostraram que o investimento imobiliário continuou a desacelerar e o início de novas construções caiu. No mês, a ação já perde mais de 7%.

– MAGAZINE LUIZA ON desabou 12,65%, ampliando as perdas do último pregão, quando caiu 18% sob efeito do resultado trimestral. No setor, AMERICANAS ON recuou 8,77% e VIA ON cedeu 7,73%. Nos EUA, MERCADO LIVRE perdeu 5,61%, após oferta de ações.

– NATURA&CO ON fechou em baixa de 7,24%, também ampliando o declínio da última sexta-feira, quando despencou 17,5%, na esteira de balanço e perspectivas que frustraram analistas. A ação registra o pior desempenho acumulado em novembro do Ibovespa, com queda de 21,3%.

– MÉLIUZ ON caiu 8,01%, tendo no radar resultado do terceiro trimestre, previsto para após o fechamento da bolsa ainda nesta terça-feira.

– PETROBRAS PN avançou 1,04%, resistindo ao movimento mais vendedor na bolsa, ajudada pela alta do petróleo Brent , além de ajustes ao movimento dos ADRs da companhia, que subiram em Nova York na véspera – quando não houve negociação na bolsa paulista por feriado no Brasil.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em queda de 1,04%, também pesando no Ibovespa, com Banco Pan PN apresentando o pior desempenho entre os bancos listados no índice, com declínio de 7,85%. BRADESCO PN cedeu apenas 0,14%.

– SUZANO ON avançou 3,5%, endossada pela alta do dólar, que voltou a 5,50 reais, repercutindo a força da moeda norte-americana no exterior e renovadas preocupações domésticas do lado fiscal nesta terça-feira. No setor, KLABIN UNIT recuou 0,3%.