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Ibovespa engata 3ª alta seguida, para maior patamar desde outubro

SÃO PAULO (Reuters) – O principal índice da bolsa brasileira subiu nesta quinta-feira e, mesmo perdendo fôlego no fim, fechou no maior patamar desde outubro, escapando da influência negativa de Nova York.

A alta generalizada dos papéis ligados à economia interna, como varejo, tecnologia e serviços deu impulso ao índice, que agora soma três altas seguidas. Grandes bancos e empresas de siderurgia e mineração ficaram do lado oposto.



O Ibovespa subiu 1,01%, para 109.101,99 pontos, maior fechamento desde 20 de outubro. O volume financeiro da sessão foi de 32,6 bilhões de reais.

Na máxima do dia, o índice se aproximou dos 110 mil pontos e alcançou 109.873,35, enquanto na mínima foi a 108.014,50 pontos.

André Querne, sócio da Rio Gestão, disse que as ações de crescimento lideraram o desempenho do índice, enquanto as exportadoras de commodities e os grandes bancos, que estavam sustentando o Ibovespa, fecharam de lado ou em queda.

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Esse apetite por risco, segundo ele, vem após pressão sobre as ações ligadas ao consumo interno nos últimos meses, o que as deixaram mais atrativas para investidores.

Além disso, ele citou a pausa na alta dos rendimentos dos títulos do governo norte-americano e algum alívio na cena fiscal doméstica, após a pressão de servidores por reajustes salariais ser menor do que o esperado.


“O mercado tinha um expectativa de uma paralisação de servidores mais forte na terça-feira…Como não foi muito forte, deu uma reduzida no risco”, disse ele, ponderando que investidores segue com a pauta no radar.

Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro deixou em aberto um reajuste só para categorias de segurança pública.

Em Wall Street, os principais índices passaram viraram para baixo no final da sessão, depois de subirem no intradiário com investidores buscando por papéis baratos. O Nasdaq caiu 1,3%. Os rendimentos dos Treasuries se acomodaram ​​após atingirem máximas em dois anos mais cedo na semana.

Na Europa, o índice STOXX 600 teve alta de 0,5%, enquanto na China, ações subiram após o corte de taxas de juros no país para impulsionar a economia.

DESTAQUES

– INTER UNIT disparou 13,2%, prorrogando ganhos da véspera, enquanto BTG PACTUAL UNIT avançou 7,2%, maior alta desde fevereiro. MÉLIUZ saltou 8,3%.

– B3 disparou 8,1%, na maior alta diária desde março de 2020.

– PETZ ON disparou 9,7%, na maior alta desde que a ação estreou na bolsa em 2020.

– MAGAZINE LUIZA ON avançou 5,4%, VIA subiu 5,25%, e AMERICANAS teve alta de 2,95%. As três estenderam ganhos da véspera. GRUPO SOMA valorizou-se 9,2%. ALPARGATAS PN interrompeu cinco sessões de queda e subiu 5,8%.

– LOCALIZA ON teve alta de 8,6% e UNIDAS ON ganhou 8,3%.

– ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,8%, BRADESCO PN recuou 0,1% e SANTANDER UNIT cedeu 1,1%.

– VALE ON caiu 1,7% e GERDAU PN cedeu 1,4%, mesmo com o preço do minério de ferro avançando, diante de novas medidas de flexibilização monetária na China.

– PETROBRAS PN subiu 0,7%, enquanto PETRORIO ON avançou 0,9% e 3R PETROLEUM ON caiu 1,6%. O preço do petróleo caiu, após vários dias de alta.

– CVC ON subiu 10,5%, maior alta desde março de 2021. AZUL PN avançou 7,5% e GOL PN teve ganhos de 3,4%.

– JHSF subiu 4,4%, após prévia operacional revelar queda nas vendas contratadas do quarto trimestre para incorporação ante mesmo período de 2020, enquanto vendas em shoppings subiram. TENDA e DIRECIONAL, que não estão no Ibovespa, avançaram 7,4% e 8,2%, respectivamente, também após números operacionais preliminares.

(Por Andre Romani)