Finanças

Ibovespa cai 1,86% com temor de coronavírus e ruído político doméstico

Crédito: Divulgação/B3

Em ano de altas e quedas, Ibovespa fechou 2020 batendo recordes (Crédito: Divulgação/B3)

A segunda-feira foi de aversão ao risco no exterior e também no Brasil, devido à descoberta de uma mutação de maior potencial de transmissão do novo coronavírus. Com isso, o Índice Bovespa chegou a cair mais de 3.200 pontos, logo depois da abertura. À tarde, manifestação da Organização Mundial da Saúde (OMS) conteve os ânimos dos investidores, que puderam analisar com maior clareza os entendimentos nos Estados Unidos para aprovação do pacote de estímulos de US$ 900 bilhões. No cenário doméstico, em contrapartida, os ruídos políticos deram contribuição negativa na última hora de negócios. Assim, o índice fechou em queda de 1,86%, aos 115.822,57 pontos.

Assim como ocorreu em outras ocasiões de estresse por conta da covid-19, as ações de empresas aéreas e de turismo estiveram entre as que mais sofreram. Da mesma forma, a queda dos preços do petróleo atingiu em cheio as ações da Petrobras, que perderam mais de 3%. Já a alta superior a 7% do minério de ferro na China amenizou a pressão vendedora sobre ações da Vale e de siderúrgicas. Ao final do dia, Gol PN foi a maior queda do índice (-4,77%), seguida por Embraer ON (-4,58%).

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou no período da tarde que não há indícios de que as variantes de coronavírus identificadas no Reino Unido e na África do Sul causem doença mais severa. “Vírus mudam o tempo todo, isso é normal”, comentou, se referindo às mutações.



Para Regis Chinchila, gerente de renda variável da Terra Investimentos, as falas da OMS fizeram o mercado melhorar, com a percepção de que as vacinas continuam eficazes. “Mas a cautela permanece, porque os investidores ainda não conseguem medir o impacto na economia da Inglaterra com novo lockdown”, afirmou.

E o cenário político doméstico, que esteve em segundo plano durante todo o dia, deu sua contribuição na última hora de negócios, reforçando o sinal negativo da Bolsa. Isso porque o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), discutiu com o líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), e se negou a retirar da pauta uma proposta que aumenta os repasses da União para municípios. A medida eleva em 1% as transferências da União para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“É uma notícia ruim para o governo e gerou algum desconforto no final dos negócios, levando o Ibovespa a voltar ao patamar dos 115 mil pontos. Mas as bolsas de Nova York, que persistiram como principal referência dos negócios hoje, também mostraram piora nesse período”, descreveu um operador.

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