Finanças

Ibovespa avança 0,89% e supera os 105 mil pontos

Ibovespa avança 0,89% e supera os 105 mil pontos

Na contramão das bolsas americanas, o Ibovespa não apenas se firmou em terreno positivo ao longo da tarde desta quarta-feira como ultrapassou o nível dos 105 mil pontos, emendando o sexto pregão consecutivo de alta. Impulsionado pelas ações de Petrobras e bancos, o principal índice da B3 acelerou o ritmo de ganhos no fim da sessão e encerrou o dia em alta de 0,89%, aos 105.422,80 pontos, perto da máxima (105.462,08 pontos). Com a valorização de 5,56% nas últimas seis sessões, o Ibovespa passou a acumular ganhos de 0,65% em outubro e está a menos de 400 pontos do recorde histórico de fechamento, de 105.817,06 pontos, em 10 de julho.

Segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a combinação de uma diminuição das tensões políticas locais, as projeções de taxa Selic cada vez menor e, sobretudo, a disputa em torno do vencimento de opções sobre o Ibovespa, que ocorre nas últimas três horas de pregão, deu fôlego extra ao mercado acionário na etapa vespertina.

Pela manhã, houve um movimento de realização de lucros, na esteira da queda mais pronunciada das bolsas em Nova York. Quando os índices em Wall Street diminuíram as perdas, após as declarações positivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações comerciais com a China, o Ibovespa ganhou força.

Parte relevante do impulso altista veio dos papéis da Petrobras, favorecidos pela alta dos preços futuros do petróleo e a aprovação, terça à noite no plenário do Senado, do projeto de lei da cessão onerosa, que define a divisão dos recursos do megaleilão de petróleo, marcado para 6 de novembro. Além disso, uma vez resolvida a questão da cessão onerosa, o Senado fica livre para a votação final da reforma Previdência em segundo turno, no dia 22.

À redução dos temores de mais atraso na votação da reforma se somaram declarações de Jair Bolsonaro na tentativa amenizar os atritos com seu partido, o PSL, que experimentou uma escalada após operação da Polícia Federal evolvendo o presidente da legenda, Luciano Bivar. O presidente disse que “está tudo certo” e que o partido deve se unir pela “transparência”.

Os bancos deram continuidade ao movimento recente de recuperação e fecharam mais uma vez em forte alta – Bradesco PN (2,39%), Itaú PN (1,43%) e Banco do Brasil ON (1,40%). Do lado negativo, as ON da Vale amargaram perdas de 2,32%, abaladas pela queda de mais de 5% do preço do minério.

“Tivemos uma arrancada da Petrobras, com a alta do petróleo, e uma melhora do setor financeiro. Graficamente, ao passar dos 104.800 pontos, o Ibovespa ganhou impulso para buscar novas altas, afirma Luiz Roberto Monteiro, operador sênior da corretora Renascença

Sinais ainda modestos de recuperação da atividade e a perspectiva crescente de que o ciclo de corte dos juros seja mais profundo servem como pano de fundo para apostas de que o Ibovespa pode ganhar fôlego extra nos últimos dois meses de 2019.

Não por acaso, as ações de empresas cujos resultados são mais ligados à expansão do crédito têm mostrado bom desempenho. Entre os índices setoriais da B3, a maior alta foi do Índice Imobiliário (1,68%), seguido pelo Índice Financeiro (1,53%).

Fora do grupo das blue chips, o destaque foi os papéis da Eletrobras – ON (4,33%) e PNB (4,01%), que figuraram no grupo das três maiores altas da carteira teórica do Ibovespa. As ações foram impulsionadas pelas declarações do presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, dando conta que o aumento de capital anunciado recentemente prepara a empresa para a privatização.

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