Ciência

IBM diz que tecnologias de reconhecimento facial devem ser reguladas

IBM diz que tecnologias de reconhecimento facial devem ser reguladas

Logotipo da International Business Machines Corporation (IBM) - AFP/Arquivos

A IBM entrou nesta terça-feira (5) no debate sobre as tecnologias de reconhecimento facial, manifestando-se contra uma proibição absoluta e pedindo uma “regulação de precisão” para proteger a privacidade e as liberdades civis.

Em um documento publicado em seu site, a gigante digital americana disse que os responsáveis pelas políticas públicas devem entender que “nem toda tecnologia amontoada sob o guarda-chuvas do ‘reconhecimento facial’ é a mesma”.

A IBM disse que o incômodo sobre a tecnologia de inteligência artificial que pode utilizar fotografias de rostos em sistemas de identificação era razoável.

“Contudo, proibições generalizadas sobre a tecnologia não são a resposta a preocupações sobre casos de uso específico”, disse a companhia no documento, assinado pela diretora de privacidade, Christina Montgomery, e o codiretor do laboratório de políticas Ryan Hagemann.

Para a IBM, com uma regulação indiscriminada se corre “o risco real de nos desconectarmos dos muitos benefícios – e que potencialmente podem salvar vidas – que estas tecnologias oferecem”.

Esses comentários chegam em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre o uso de tecnologias de reconhecimento facial para sua aplicação, entre outros, em segurança e no cumprimento de leis.

San Francisco e outras cidades já proibiram que entes governais utilizem essas tecnologias, e ativistas defensores da privacidade pedem maiores garantias para que seu uso seja livre de erros.

No setor privado, a Amazon disse que apoia a regulação enquanto a Microsoft anunciou no ano passado que adotou um conjunto de princípios para o uso do reconhecimento facial e pediu que se redijam novas leis para evitar um futuro “distópico”.

Para a IBM, em vez de proibir todo tipo de reconhecimento facial, os elaboradores de políticas deveriam empregar uma “regulação de precisão” nos casos em que existe “maior risco de dano à sociedade”.