O estacionamento do Parque do Ibirapuera começa a funcionar com novos valores a partir desta sexta-feira, 6. O sistema de zona azul não será mais utilizado e os motoristas terão de pagar uma taxa única de R$ 10, sem limite de horas por dia, para estacionar no espaço. Aos finais de semana, o valor será de R$ 12. E desde quarta-feira os parquinhos e as quadras esportivas do parque estão novamente fechados, sem previsão de reabertura.

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A mudança no preço do estacionamento foi feita pela Urbia Gestão de Parques, a nova administradora do local, após reunião com o Grupo Indigo Brasil, empresa que vai fazer a gestão do espaço. Ficou definido que o valor será cobrado de veículos e motos e que a tolerância será de permanência por 20 minutos sem cobrança. O Ibirapuera teve a gestão concedida para a iniciativa privada no mês passado.

“A nova tarifa tem como objetivo fomentar a longa permanência dos frequentadores no parque, principalmente aqueles que se deslocam de regiões mais afastadas do centro-sul da capital, colaborando com a democratização do acesso”, informaram, em nota conjunta, as empresas. O Grupo Indigo disse que vai investir R$ 1 milhão em tecnologia e infraestrutura no espaço, que tem 1.080 vagas.

Após o pagamento, o veículo poderá ficar estacionado durante todo o horário de funcionamento do parque, das 5h até 0h. Com zona azul, o preço era R$ 5 por duas horas e a permanência máxima era de quatro horas, totalizando R$ 10.

As novas regras não foram aprovadas por quem vai ao parque com frequência e precisa usar o estacionamento. O publicitário Rogério Venturella, de 60 anos, vai ao Ibirapuera três vezes por semana para se exercitar e se sentiu prejudicado. “Com zona azul, até 10 horas, não era cobrado nenhum valor. Cada cartão valia por duas horas e a gente ficava à vontade para se exercitar. Eu ia às segundas, quartas e sextas e corria por uma hora. Não vou mais.”

Ele costuma ir de moto, acha a privatização boa, mas discorda da forma da nova forma de cobrança do estacionamento. Venturella diz que poderia ser feita por período de permanência, com fracionamento da taxa, para beneficiar os usuários. Acredita que o valor pode afastar frequentadores. O Grupo Indigo informou que “ainda não há previsão de estudos a respeito” e que “o fato de haver cobrança estimula a busca por outras opções de transporte”.

Até 20 de dezembro, a gestão da Urbia será acompanhada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), em período de transição. Segundo a empresa, R$ 80 milhões serão investidos em obras no parque nos próximos três anos, como reformas e restauro de espaços. A concessão é válida por 35 anos e teve como pagamento inicial à Prefeitura uma outorga de R$ 70,5 milhões.

Fechamento

Na quarta-feira, a Urbia informou que fechou novamente os parquinhos e as quadras esportivas do Ibirapuera. Por isso, a reserva online gratuita, que estava em teste, está suspensa até a reabertura da área esportiva do parque, sem data prevista. A medida também vale para os parques Lajeado, na zona leste, e Tenente Faria Lima, na zona norte, que são geridos pela concessionária.

Segundo a Urbia, a decisão foi tomada na noite de terça-feira, após reunião com a Prefeitura, em que foi avaliado o uso intensivo desses espaços no final de semana e feriado de Finados. A administração municipal disse, em nota, que segue os protocolos definidos pelo Plano São Paulo. “A recomendação geral é para que população evite a prática de atividades físicas que gerem aglomeração.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.