Economia

IBGE: valorização do câmbio leva setor externo a ter contribuição negativa no PIB

O setor externo teve contribuição negativa no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2016, puxada pela valorização cambial, informou nesta terça-feira, 7, a coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis. O setor externo teve contribuição negativa porque as exportações de bens e serviços caíram 1,8% no quarto trimestre ante o terceiro, enquanto as importações subiram 3,2% no mesmo período.

Rebeca destacou que houve valorização de 14,3% no câmbio no quarto trimestre na comparação com o terceiro. “O câmbio foi o principal motivo para ter contribuição negativa”, disse a pesquisadora do IBGE.

2016

O resultado do PIB em 2016 teve contribuição positiva do setor externo, mas num patamar menor do que ocorreu no ano anterior. No ano passado, a contribuição do setor externo foi de 1,7 ponto porcentual, enquanto em 2015 foi de 2,6 pontos porcentuais.

“Houve contribuição menor do setor externo em 2016, mas, por outro lado, há uma melhora da demanda interna. Isso ocorreu por conta da queda menor dos investimentos, já que consumo das famílias teve contribuição semelhante a que ocorreu em 2015”, afirmou Rebeca Palis.

A contribuição da demanda interna foi de -5,3 pontos percentuais em 2016. No ano anterior, ficou em -6,4 pontos percentuais.

Destaques

Entre os destaques positivos da exportação de bens e serviços em 2016, estão petróleo e gás natural, açúcar e automóveis, afirmou Rebeca Palis. Houve aumento de 1,9% das exportações de bens e serviços no ano passado ante 2015.

Já no caso da importação de bens e serviços, que teve queda de 10,3% na mesma base de comparação, os destaques negativos são máquinas e equipamentos, automóveis e materiais elétricos. No ano, a desvalorização cambial foi de 4,8%.

FBCF

O tombo de 10,2% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em 2016 foi consequência de um recuo de 8,7% na Construção e redução de 16,0% no investimento em Máquinas e equipamentos. Os dados são das Contas Nacionais, divulgadas pelo IBGE.

“A queda da importação de máquinas e equipamentos e de automóveis rebate lá na queda dos investimentos. Mesmo automóvel, porque tudo o que é comprado por empresa, a frota, é investimento. E também táxi, van. Isso tudo é considerado investimento”, explicou Rebeca Palis.

O segmento de Outros Tipos de Investimento – que inclui pesquisa e desenvolvimento – teve recuo de 1,9% em 2016 ante 2015.

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