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Huawei busca expandir tecnologia 5G no Brasil, mas diz que País está atrasado em relação a vizinhos

Por conta da relação da Huawei no continente, eles afirmam que o Brasil ainda está atrasado em relação as redes 5G comparado a vizinho regionais, caso do Uruguai e México

Huawei busca expandir tecnologia 5G no Brasil, mas diz que País está atrasado em relação a vizinhos

A Huawei quer aumentar sua participação no Brasil e se tornar a principal provedora de tecnologia 5G por aqui, porém questões regulatórias e concorrência deixam o País atrás de seus vizinhos, disse um executivo da empresa para a agência Reuters. Segundo a reportagem, a maior fabricante de equipamentos de telecomunicação do planeta já realizou testes bem sucedidos de sua tecnologia com as quatro principais operadoras do Brasil, e que agora espera pelo leilão de limites e espectro das conexões 5G.

Outra vantagem dos equipamentos de 5G da Huawei são seus custos, uma vez que a implementação da rede pela companhia pode ser feita utilizando alguns materiais de gerações anteriores. No Brasil suas principais concorrentes são a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia Oyj. Conta a favor da companhia chinesa a questão de preço e um know-how de longa data de mercados latino americanos.

Por conta da relação da Huawei no continente, eles afirmam que o Brasil ainda está atrasado em relação as redes 5G comparado a vizinho regionais, caso do Uruguai, que se tornou o primeiro país latino americano a iniciar o uso da quinta geração de rede móvel para fins comerciais. Em comparação mais justa em termos de escala, executivos da empresa dizem que o México é outro país a frente do Brasil, e que a diferença pode diminuir caso os leilões de banda marcados para março de 2020 aconteçam no prazo.

Hoje o leilão é o principal empecilho para o avanço das redes móveis no Brasil uma vez que a Anatel decidiu que as bandas de 2.3 GHz e 3.5 GHz serão alocadas para o 5G, e ainda estuda as regras para a disputa. Há ainda a possibilidade das frequências de 26 GHz e 700 MHz entrem na disputa.

Outro ponto regulatório levantado pela empresa é a questão das antenas. Conexões 5G normalmente requerem cinco vezes mais torres de transmissão do que o normal, porém as regras para a construção delas varia de cidade a cidade, tornando o processo lento e burocrático.

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