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Huawei anuncia parceria com Audi para projeto de carro autônomo

Além de apoio da alemã, inciativa conta com a Toyota e montadoras da China. Primeiro modelo deve ser lançado até 2022

Huawei anuncia parceria com Audi para projeto de carro autônomo

A expectativa é que o mercado de veículos autônomos deverá crescer de US$ 54,23 bilhões em 2019 para US$ 556,67 bilhões em 2026

Em meio à guerra comercial e disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, a Huawei anunciou que está desenvolvendo um carro autônomo em parceria com montadoras da Europa, Japão e China. Segundo reportagem do Financial Times, a telecom espera lançar o primeiro modelo até 2022.

A empresa chinesa afirmou que está fornecendo tecnologia de inteligência artificial (IA) para um projeto que inclui a Audi, marca pertencente à Volkswagen; GAC Toyota Motors, uma parceria entre a Toyota e uma companhia chinesa; além das empresas baseadas na China Beijing New Energy Automobile e Changan Automobile.

Em entrevista, o arquiteto de estratégias da Huawei, Dang Wenshuan, disse que as companhias da China estão à frente no desenvolvimento do projeto. “Em termos de um carro conectado, ou um carro de condução autônoma, os fabricantes de automóveis chineses estão se movendo ainda mais rápido.”

Apesar da expectativa, analistas do mercado afirmam que o projeto pode ser frustrado caso a Huawei continue sofrendo pressão e sansões dos EUA e seus aliados, já que grande parte da tecnologia para o modelo autônomo vem de companhias norte-americanas.

Mesmo com o cenário adverso, disseram os executivos da empresa, o projeto será realizado. A Huawei se baseia no potencial de crescimento do mercado de veículos na China, país que já detém a maior parcela de venda de carros do mundo. A expectativa é que o mercado de veículos autônomos cresça de US$ 54,23 bilhões em 2019 para US$ 556,67 bilhões em 2026, segundo empresas de consultoria.

Outras gigantes da tecnologia chinesa, como Alibaba, Tencent e Baidu, também estão envolvidas no desenvolvimento de projetos de carros autônomos, a maior parte incentivados por Pequim como forma de garantir a vanguarda em inovações tecnológicas.