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HSBC e Standard Chartered pedem resolução pacífica em Hong Kong

Gigantes do sistema bancário mundial condenaram a violência e advertiram sobre as consequencias para um dos maiores centros financeiros da Ásia

HSBC e Standard Chartered pedem resolução pacífica em Hong Kong

Policiais de choque em Hong Kong - AFP

Gigantes do sistema bancário mundial publicaram anúncios em jornais de Hong Kong nesta quinta-feira (22) pedindo uma resolução pacífica para a onda de protestos que ocorre há quase três meses. Em notas separadas, HSBC, Standard Chartered e Bank of East Asia condenaram a violência e advertiram sobre as consequências dos atos na economia de um dos principais centros financeiros da Ásia.

Os anúncios foram publicados na língua local nos jornais no Hong Kong Economic Times, no Hong Kong Economic Journal, no Sing Tao, no Wen Wei Pao e no Ta Kung Pao.

“Estamos profundamente preocupados com os recentes acontecimentos em Hong Kong. Condenamos veementemente a violência de qualquer natureza e a interrupção causada às comunidades nas quais nossos clientes, funcionários e acionistas vivem”, afirmou o HSBC, instituição britânica que se instalou na ilha em 1865 e principal banco da cidade.

O também britânico Standard Chartered seguiu na mesma linha e afirmou apoiar a regra de “um país, dois sistemas”, política que dá autonomia nas Regiões Administrativas Especiais (ERA) de Hong Kong e Macau.

“Somente em um ambiente pacífico e racional podemos facilitar as comunicações, resolver a divisão que enfrentamos e abrir um belo futuro para essa metrópole internacional”, declarou a instituição.

A onda de protestos iniciou em junho e teve foco principal a crescente interferência de Pequim em Hong Kong. Apesar de o governo recuar em algumas medidas, os manifestantes ampliaram as reivindicações de maior liberdade política e social. O ambiente de conflito cria um cenário de instabilidade e preocupa os investidores e agentes econômicos da região.

Ontem, a Aliababa, maior rede de ecommerce da China, recuou na abertura de seu capital na bolsa de Hong Kong e na semana passada, o homem mais rico de Hong Kong, Li Ka-shing, também se manifestou clamando por um fim nos conflitos.