Happy hour com aula virtual sobre rótulos italianos

Happy hour com aula virtual sobre rótulos italianos

Massimo Leoncini dá dica sobre custo-benefício: Chianti Colli Senesi, de boa qualidade, sai pela metade de um Classico

Com o isolamento social, as lives têm sido a alternativa de produtores e importadores de vinhos para manter um canal aberto com os clientes. Já participei de várias delas, inclusive com direito a provar os rótulos comentados. Foi assim também na happpy hour virtual da quinta-feira 21, quando o italiano Massimo Leoncini, sommelier da Grand Cru, falou ao vivo no Instagram sobre algumas especificidades das regiões produtoras de sua terra natal.

Ele explicou de forma didática os critérios para as classificações IGT (indicação geográfica típica, em que não há restrições quanto às variedades de uva, rendimento por hectare ou tempo de envelhecimento e maturação), DOC (denominação de origem controlada, na qual já surge a obrigatoriedade de usar uma casta específica) e DOCG (que acrescenta à sigla anterior a palavra garantida e acrescenta regras mais rígidas de vinificação).

Falou também sobre a origem dos supertoscanos (definição que nasceu da mídia e não de órgãos reguladores), sobre como o prestigiado Sassicaia ganhou uma DOC própria (Bolgheri Sassicaia), e até respondeu a uma pergunta sobre a colheita de inverno que muitos produtores brasileiros têm usado, sobretudo em São Paulo e Minas Gerais.

Leoncini também deu uma dica valiosa no quesito custo-benefício. Aproveitando que um dos rótulos degustados era o Palagetto Chianti Colli Senesi 2017 (à venda no site da Grand Cru por R$ 84,90), o sommelier explicou a vantagem de adquirir rótulos dessa categoria em relação ao Chianti Classico (que na mesma loja variam entre R$ 179,90 e R$ 639,90, dependendo do produtor e da safra). Localizada nas colinas que cercam Siena, na parte sul da região de Chianti, a Colli Senesi corresponde a uma área na qual estão vinhas menos prestigiadas da variedade sangiovese. Assim como o Rosso de Montalcino é o “irmão menor do Brunello”, o Colli Senesi pode ser considerado o Chianti mais acessível. Mesmo assim, há produtores que chegam a níveis de excelência com garrafas que custam bem menos. É o caso do Palagetto: um vinho de ótima acidez, pouco tânico e com final persistente, ideal para acompanhar pratos gordos.

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Sobre o autor

Celso Masson, 53, é jornalista, diretor de núcleo da Editora Três, winemaker e palestrante de vinhos. Nos últimos dez anos, vem estudando e acompanhando a produção, os negócios e os prazeres do mundo da enologia. Se formou winemaker após integrar um exigente programa oferecido pela Escola do Vinho Miolo. Já tem três rótulos produzidos em parceria com a inovadora vinícola brasileira.


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