A Black Friday está chegando e com ela diversas lojas prometem promoções incríveis e descontos exclusivos. 

A data oficial acontece na próxima sexta-feira (26), mas algumas empresas já estão com ações nas redes e nas lojas físicas e é preciso redobrar a atenção para não cair em golpes financeiros, virtuais ou nos falsos descontos oferecidos. 

+Golpe do boleto: especialistas orientam como não ser pego na Black Friday

Cuidado na hora de comprar

1 – Páginas falsas

Um dos golpes mais comuns nas compras virtuais é o phishing, que consiste em roubar os seus dados por meio de uma oferta falsa, que usa muitas vezes um layout de página muito parecido com a de grandes magazines.  

Por isso, a advogada especialista em direito do consumidor Marcela Cavallo indica que o consumidor não acredite em links que receba via redes sociais e confira a promoção direto no site.   

“Sempre verifique a promoção direto no site da loja ou da marca, não acredite somente naquilo que recebe por stories, post patrocinado ou grupo. Busque essa promoção em ambientes que você sabe que serão seguros”, alerta.  

2 – Descontos são mesmos reais? 

Algumas grandes lojas foram notificadas pelo Procon em anos anteriores por subir o preço de determinado produto para voltar ao preço normal durante a Black Friday. Porém, existem mecanismos na internet para saber se os descontos oferecidos na Black Friday são mesmos reais ou se são “metade do dobro”. 

Sites como o Zoom ou o Buscapé conseguem realizar a busca pelo preço de um produto num período de até seis meses. Outra dica é sempre ter uma lista do que comprar com antecedência para realizar a pesquisa durante todo o ano.  

3 – Desconfie de grandes descontos

Nessa época realmente há grandes descontos em lojas de varejo para diversos produtos, mas desconfie das oportunidades boas demais para serem verdadeiras. Muitas vezes é aí que os fraudadores conseguem roubar os seus dados com ofertas falsas. Também pode acontecer de alguém publicar aquela promoção no site com o preço errado e, nesse caso, a loja não tem a obrigação de vender o produto. 

Marketplaces

4 – Fique atento à entrega 

Muitas grandes varejistas vendem em parceria com pequenos comerciantes pelos seus sites e aplicativos. Nesse caso a responsabilidade da entrega, assim como o prazo, é do vendedor e não da rede. Sempre fique alerta na informação de quem está comercializando e entregando aquele produto.  

5 – Compras internacionais 

Muitos sites que atuam no país como Amazon, Americanas e Mercado Livre vendem produtos que não são comercializados no Brasil e vão precisar vir de fora. Fique de olho nessa informação porque geralmente os prazos de entrega são maiores. 

6 – Produtos falsificados

Shopee e Mercado Livre foram autuados recentemente pela Receita Federal e pelo Procon por estarem vendendo produtos falsificados e não homologados pela Anatel. Certifique-se da idoneidade da loja em que está comprando.

7 – Veja a avaliação dos usuários

Todos os grandes varejistas que atuam como marketplaces tem uma política de avaliação das lojas feita pelos próprios usuários. Não compra antes de checar a reputação de onde você vai comprar.   

Cuidado na hora de pagar  

8 – Pix 

O PIX, método de pagamento instantâneo, completou um ano nesta terça-feira (16) e vem conquistando consumidores e lojistas. Contudo, é necessário tomar cuidado redobrado para não fazer transferências para golpistas.

O especialista em varejo e diretor da área de produtos e marketing da Betalabs, Luan Gabellini diz que é preciso conferir todas as informações do lojista com atenção antes de confirmar a transferência.

“É bem mais complicado reaver esse dinheiro do que no cartão de crédito, que você tem um seguro. No PIX você é responsável por aquela operação”, apontou. 

Nesta terça, o Banco Central anunciou a criação do mecanismo Especial de Devolução, que visa combater as fraudes e agilizar essa devolução do dinheiro para o consumidor.

9 – Boleto   

Se a preferência for o pagamento via boleto bancário, é preciso ficar atento com as informações numéricas do documento. Verifique se os primeiros dígitos são do código do banco e que os últimos sejam o valor correto da compra. 

Além disso, leia atentamente todas as informações e, se desconfiar de algo, não efetue o pagamento e entre em contato com o seu banco.

10 – Cartão de crédito  

Além de uma compra que você não fez ser aprovada em seu cartão, outro temor é de ter seus dados vazados na internet. Para isso, especialistas apontam que ter um cartão virtual pode ser uma saída. 

Vários bancos contam com essa tecnologia, que gera um número de um cartão para aquela compra e logo depois pode ser excluído. 

11 – Cuidados nas lojas físicas   

Para quem vai sair de casa e aproveitar as ofertas nas lojas físicas, além dos cuidados sanitários como usar máscara, higienizar as mãos e manter o distanciamento social, algumas dicas práticas podem ajudar a não ter problemas na hora da compra.

O professor de tecnologia da Universidade São Judas Roberto Kalili aponta que se você não for fazer pagamentos com o PIX, delete o aplicativo do seu banco antes de sair de casa. 

Outra dica é pedir para desabilitar a opção de pagamento por aproximação, já que um dos golpes aplicados é quando o fraudador aproxima a máquina de seu cartão com um valor que não necessite da sua senha.    

Direitos na hora de trocar

12 – Loja física

Em compras efetuadas na loja física, o consumidor tem o direito de trocar a mercadoria garantido somente em caso de defeito. Em ocasiões que envolvem arrependimento, a maioria das lojas acaba fazendo a troca para manter uma relação positiva com o cliente, mas ela não é obrigada.

13 – Loja virtual 

Já nas compras realizadas virtualmente, existe o direito de arrependimento em que o consumidor pode efetuar a troca do produto ou pedir o dinheiro de volta por qualquer motivo dentro dos primeiros 7 dias em que o produto chegou até ele.  

14 – Atraso na entrega

Várias lojas estão prometendo entregas cada vez mais rápidas para o consumidor que compra pela internet. Mas é bom ficar de olho em seus direitos caso esse prazo seja descumprido. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), o comprador pode tentar um acordo amigável com o varejista ou pedir o seu dinheiro de volta caso a compra não chegue no período. Caso o produto que ele adquiriu não esteja mais disponível, uma terceira opção é aceitar uma troca por um produto equivalente.