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Guerra na Ucrânia: da invasão russa ao estatuto de candidata da UE

Guerra na Ucrânia: da invasão russa ao estatuto de candidata da UE

Prédios destruídos por bombardeios na cidade ucraniana de Borodyanka - AFP



Os principais acontecimentos desde o início, em 24 de fevereiro, da invasão russa da Ucrânia até sua aceitação nesta quinta-feira (23) como candidata oficial a fazer parte da União Europeia (UE).

– Início da invasão –

Em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin anunciou uma “operação militar” para defender as “repúblicas” separatistas autoproclamadas do Donbass no leste ucraniano, cujas independências tinha reconhecido três dias antes.

As forças terrestres russas entram no território ucraniano da Rússia e de Belarus.



A ofensiva provoca indignação internacional. A UE informa que vai financiar a compra e a entrega de armas à Ucrânia, algo inédito. Os Estados Unidos anunciam 2,3 bilhões de dólares em ajuda militar.

O Ocidente começa a aplicar sanções econômicas cada vez mais duras contra a Rússia.

– Primeiras negociações –


Em 28 de fevereiro Moscou e Kiev iniciam negociações.

Vladimir Putin exige que a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, seja reconhecida pela Ucrânia como território russo. Também pede a “desnazificação” do governo ucraniano e que a Ucrânia tenha um “status neutro”. E reitera sua exigência de que a Ucrânia nunca vai ingressar na Otan.

Em 2 de março, tropas russas chegam a Kharkiv (norte), segunda maior cidade do país. Ao sul, Kherson, próxima da Crimeia, fica sob controle russo.

No dia 8, o presidente americano, Joe Biden, decreta um embargo sobre o gás e petróleo russo.

No dia 10, os líderes dos 27 países-membros descartam uma rápida adesão da Ucrânia à UE, exigida pelo presidente Volodimir Zelensky.

– Mariupol assediada –

No dia 21 de março, Bruxelas denuncia “um grande crime de guerra” em Mariupol, um porto estratégico no Mar de Azov.

Dezenas de milhares de pessoas ficam presas na cidade sitiada, onde as forças russas bombardeavam um teatro e uma maternidade.

Em 24 de março, a Otan decide reforçar suas defesas no flanco oriental e equipar a Ucrânia contra a ameaça química e nuclear.

– Horror em Bucha –

Em 2 de abril, a Ucrânia anuncia ter retomado o controle da região de Kiev após a retirada das forças russas, que se deslocam para o leste e o sul do país.

Em diversos locais próximos de Kiev, como Bucha, a descoberta de dezenas de cadáveres de civis provoca forte reação internacional.

No dia 8 de abril, um míssil mata 57 pessoas que tentavam fugir da guerra na estação ferroviária de Kramatorsk (leste).

– Navio russo é afundado –

No dia 14, os ucranianos alegam ter atingido com mísseis o Moskva, principal navio de guerra da frota russa no Mar Negro. Segundo Moscou, o navio afundou após um incêndio causado pela explosão de munição a bordo.

No dia 21, Vladimir Putin reivindica o controle de Mariupol, mas cerca de 2.000 soldados ucranianos, entrincheirados no complexo siderúrgico Azovstal com mil civis, ainda resistem.

No dia 27, o exército ucraniano reconhece um avanço russo no leste, com a captura de várias cidades na região de Kharkiv e Donbass.

– Candidatura à Otan –

Em 3 de maio, forças russas e pró-russas lançaram um “poderoso ataque” contra a siderúrgica Azovstal.

No dia 8, sessenta pessoas foram dadas como desaparecidas após o bombardeio de uma escola na região de Lugansk.

No dia 18 de maio, Suécia e Finlândia apresentam seus pedidos de adesão à Otan.

No dia 19, o Congresso americano libera 40 bilhões de dólares para apoiar o esforço de guerra ucraniano.

No dia seguinte, o G7 promete 19,8 bilhões de dólares para ajudar Kiev.

– Azovstal sob controle russo –

No dia 20 de maio, Moscou anuncia o controle da Azovstal. De acordo com Kiev, Mariupol está 90% destruída e pelo menos 20.000 pessoas morreram na cidade.

A leste, as cidades de Severodonetsk e Lyssytchansk constituem o último bastião de resistência ucraniana na região de Lugansk, no Donbass.

No dia 23, um soldado russo foi condenado em Kiev à prisão perpétua no primeiro julgamento por crimes de guerra desde o início da invasão.

– Embargo ao petróleo russo –

Os líderes da UE aprovam em 3 de junho um sexto pacote de sanções contra Moscou, que incluem um embargo progressivo ao petróleo.

No dia 7, a Rússia afirma ter “liberado totalmente” as zonas residenciais de Severodonetsk, no Dombass.

– Penas de morte –

Dois britânicos e um marroquino, capturados combatendo as forças ucrnianas no Donbass, são condenados à morte pela justiça das autoridades separatistas de Donetsk.

No dia 12, o exército ucraniano anuncia ter sido expulso do centro de Severodonetsk. Os combates fazem estragos na vizinha Lysychansk e em outras cidades do leste.

No dia 21, bombardeios em Kharkiv deixam 15 mortos.

– Candidatura à UE –

No dia 23, os dirigentes dos 27 países da UE outorgam à Ucrânia o estatuto de candidata ao bloco. Zelensky qualifica a decisão de “histórica”.

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