Economia

Guedes: desafio para 2021 é transformar recuperação cíclica em autossustentável

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer nesta segunda-feira, 23, que o grande desafio para o próximo ano é “transformar” a recuperação cíclica do Brasil baseada em consumo em retomada “autossustentável” com base em investimentos. “Para a ampliação da capacidade produtiva, aumento da produtividade e dos salários dos trabalhadores, o que esperamos é essa transformação”, disse Guedes, para quem essa transformação se dará por meio das reformas.

Ele citou, por exemplo, a reforma administrativa, com redução de impostos sobre as empresas e simplificação do modelo.

“Vamos para o imposto de valor adicionado. Governo federal já fez o dele, agora vamos unificar com Estados e municípios ali na frente, então estamos no caminho certo. Voltando das medidas emergenciais para reformas estruturantes”, afirmou o ministro, que destacou também o pilar das privatizações. “Vamos acelerar dimensões que ficaram para trás. Uma importante dimensão são as privatizações”, disse ele, que reconheceu mais cedo que o programa de privatização não “andou direito”.

Tarifa de importação



Guedes afirmou ainda que o Brasil precisa reduzir a tarifa de importação média de 14% para 4% para ficar de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas admitiu que o governo vem falhando, porque ainda não conseguiu diminuir nem 1% nesta administração. “Falha nossa.”

Mas o ministro ponderou que, com a reforma tributária, a tarifa vai cair rapidamente. “Assim que fizermos a reforma tributária, já vamos derrubar 3 pontos porcentuais”, disse.

Ele admitiu que o governo não andou nem com a reforma tributária nem com as privatizações, mas sugeriu que a estagnação tem relação com a saída dos secretários das duas áreas, Marcos Cintra e Salim Mattar, respectivamente.

Novamente sobre a parte das privatizações, Guedes repetiu que há um acordo de centro-esquerda no Congresso que impede que avancem. Conforme Guedes, ele aprendeu a não fazer promessa em Brasília, porque não controla “fluxo”. “Tem ministro que gosta de empresa que está embaixo do ministério dele. Não compreenderam a importância das privatizações para derrubar a Dívida/PIB, vendendo empresas estatais que estão perdendo capacidade de fazer investimentos. O Congresso é reformista e os ministros estão colaborando muito. Agora todo mundo entendeu a importância das privatizações e agora nós vamos andar.”

Por outro lado, o ministro disse que o governo avançou em acordos e temas parados há anos, como o acordo com a União Europeia, a reforma da Previdência, leilões de petróleo, além de ter entregue a reforma administrativa e o pacto federativo. “Por isso não me preocupa tanto não ter avançado nas tarifas”, avaliou, dizendo que há uma narrativa de que o governo não entrega o que promete. “Acho que ninguém entregou tanto em tão pouco tempo.”

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