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Grupos extremistas usam pandemia para sua propaganda, alerta Europol

Grupos extremistas usam pandemia para sua propaganda, alerta Europol

Nesta foto de 22 de fevereiro de 2019, homens suspeitos de serem combatentes do Estado Islâmico (EI) esperam para serem revistados por membros das Forças Democráticas Sírias (SDF) - AFP/Arquivos

Grupos extremistas buscaram aproveitar-se da pandemia para espalhar sua propaganda e estimular a desconfiança em relação a governos e instituições, declarou a agência policial europeia Europol nesta terça-feira (22).

“Os terroristas se aproveitam da polarização da sociedade para contaminar o clima social com ideologias violentas”, anunciou a Europol em um comunicado.

A agência com sede em Haia (Holanda) publicou seu relatório anual sobre “terrorismo” na União Europeia (UE) nesta terça-feira.

No documento, relata 57 ataques ou tentativas de ataques “terroristas” no último ano na Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Itália e Espanha, assim como 21 pessoas mortas neste tipo de ataque.



As restrições anticovid limitaram as oportunidades de realizar ataques com grande número de vítimas, ressaltou a Europol, observando que todos os ataques extremistas islâmicos na Europa foram cometidos por lobos solitários.

Por outro lado, o número de prisões vinculadas a “terrorismo” caiu um terço em 2020, acrescentou.

A entidade alerta que a pandemia pode ser um fator de estresse adicional, encorajando pessoas potencialmente vulneráveis a se entregar a ideologias violentas.

“Grupos terroristas jihadistas, por exemplo, procuraram explorar a pandemia da covid-19 para fins de propaganda”, acrescenta a entidade.

O grupo do Estado Islâmico (EI) “descreveu a pandemia como um castigo de Deus para seus inimigos, incitando seus seguidores a realizar ataques para aproveitar a vulnerabilidade dos países da coalizão anti-EI”, explicou.

A agência também faz menção a um frustrado ataque de extrema-direita na Bélgica em protesto contra as medidas anticovid e a prisão de uma pessoa na República Tcheca por ameaçar realizar um atropelamento em massa caso bares e restaurantes não fossem reabertos.

A comissária europeia de Assuntos Internos, Ylva Johansson, alertou que “o risco de radicalização virtual aumentou”, especialmente “no terrorismo de extrema-direita”.

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