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Grupos antivacinas compartilham vídeos com falsa ‘reação magnética’ após dose

Crédito: Reprodução/Unsplash

A Organização Mundial da Saúde indicou se tratar de fake news e que nenhuma vacina de coronavírus contém algum tipo de material pesado (Crédito: Reprodução/Unsplash)

Diferentes vídeos têm circulado em redes sociais, principalmente por pessoas antivacinas, a respeito de um raro efeito colateral que as vacinas contra o coronavírus estariam causando. Nas imagens é possível ver pessoas que teriam desenvolvido uma “reação magnética”, fazendo com que ímãs ou metais grudem em diferentes partes do corpo.

Um perfil do Twitter compartilhou um desses vídeos com a legenda “Prova do imã antes e depois de se vacinar”.

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Após a viralização desses vídeos, muitos usuários das redes sociais começaram a criar suas próprias teorias a respeito dessa situação. Alguns alegaram que isso poderia ser verdade porque algumas vacinas contra Covid-19 conteriam materiais pesados, o que poderia causar algumas reações magnéticas, enquanto outros garantiram que seria um exemplo claro da implantação de um chip da Microsoft com o qual podem ser controlados.



Vários especialistas em saúde, bem como autoridades de saúde e órgãos reguladores, negaram que a vacina contra o coronavírus causa magnetismo nas pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que nenhuma vacina de coronavírus contém algum tipo de material pesado, pois eles são realmente feitos de proteínas, mRNA, lipídios, cloreto de potássio, fosfato monobásico de potássio, cloreto de sódio e fosfato de hidrato bibásico de sódio. Além disso, a OMS destacou que esses e outros elementos são adjuvantes que buscam melhorar a resposta imunológica da vacina, bem como a estimulação de células imunológicas locais. Esses adjuvantes podem, em alguns casos, ser sais de alumínio, como fosfato de alumínio, hidróxido de alumínio ou alúmen de potássio.

No entanto, essas quantidades de alumínio e derivados de metal são encontradas em quantidades mínimas e foram testadas várias vezes, mostrando que não causam problemas de saúde a longo prazo. Além disso, para atrair um metal, seria necessário que existissem grandes quantidades que pudessem causar uma reação magnética. Por exemplo, uma dose Pfizer tem 0,3 ml. Sem contar que o alumínio praticamente não tem propriedades magnéticas.

O que faz com que um metal adira à pele?

Para este “fenômeno” existe uma explicação lógica. Eric Palm, especialista do National High Magnetic Field Laboratory da Inglaterra, indica que uma pessoa pode facilmente colar uma moeda na pele porque a superfície é oleosa, o que cria tensão. Além disso, não se descarta que, nos vídeos que se viram, diferentes truques tenham sido usados ​​para fazer crer a existência de magnetismo no corpo derivado da vacina.

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