Economia

Grupo francês Total age deliberadamente contra clima desde 1980, diz estudo

Grupo francês Total age deliberadamente contra clima desde 1980, diz estudo

Refinaria da Total, em Feyzin, perto de Lyon, em 7 de janeiro de 2020 - AFP/Arquivos

O gigante francês do setor de energia Total conhecia as consequências nefastas de suas atividades para o clima desde 1971, mas, desde os anos 1980, criou obstáculos e semeou dúvidas sobre a limitação do uso de combustíveis fósseis – diz um artigo científico divulgado nesta quarta-feira (20).



Publicada no periódico Global Environmental Change, a pesquisa revela que já em 1971 uma publicação da revista Total explicava que a queima de combustíveis fósseis levava à “liberação de enormes quantidades de gás carbônico” e ao aumento, de forma “bastante preocupante”, deste gás na atmosfera.

Ainda assim, o grupo francês de petróleo e gás não tomou qualquer medida diante destas advertências, observam os pesquisadores.

Em meados da década de 1980, outro gigante do setor, a empresa americana Exxon, por meio da IPECA, a associação da indústria petroleira voltada para o meio ambiente, desenvolve uma campanha internacional para “contestar as ciências climáticas e enfraquecer os controles sobre os combustíveis fósseis”, acrescenta o artigo.

Com a Cúpula da Terra no Rio, em 1992, e com a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997, a situação começa a mudar.



“A indústria petroleira francesa para de questionar publicamente as ciências climáticas, mas continua aumentando seus investimentos na produção de petróleo e gás” e, ainda conforme os pesquisadores, continua insistindo em “minimizar a urgência (climática) e a desviar a atenção das energias fósseis como a primeira causa da mudança climática”.

Em resposta enviada à AFP antes da publicação do artigo científico, o grupo Total declarou que: “Os executivos da Total (…) reconhecem a existência da mudança climática e sua ligação com as atividades da indústria do petróleo” e que, desde 2015, têm como objetivo “serem um ator importante na transição energética”.

Um estudo de 2017 já mostrava que a petroleira ExxonMobil sabia, desde os anos 1980, que o fenômeno da mudança climática era real e estava ligado à atividade humana.


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