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Grupo de extrema direita é suspeito de preparar atentados na Alemanha

Crédito: AFP/Arquivos

Em janeiro, o deputado de origem senegalesa Karamba Diaby recebeu ameaças de morte e marcas de tiro foram encontradas na janela do seu escritório em Halle (Crédito: AFP/Arquivos)

Doze pessoas foram presas nesta sexta-feira (14) na Alemanha em uma investigação sobre um grupo de extrema direita que planejava ataques contra políticos, solicitantes de asilo e muçulmanos, alimentando preocupações com a escalada da violência extremista.

Suspeita-se de que quatro desses suspeitos tenham formado “uma associação terrorista de extrema direita”, enquanto os outros oito estavam dispostos a lhes fornecer apoio “financeiro”, ou “assistência na obtenção de armas”, anunciou o Ministério Público Federal em um comunicado.

Formado em setembro passado, o grupo tinha o objetivo de “abalar a ordem do Estado e da sociedade na Alemanha e, no final, derrubá-la”, visando, particularmente, a atingir “líderes políticos, requerentes de asilo e muçulmanos”, informou o MP de Karlsruhe, responsável por casos de terrorismo.

Mais cedo, o MP havia anunciado buscas em 13 locais em cinco estados regionais, incluindo Baviera e Renânia do Norte-Vestfália, a região mais populosa da Alemanha.

Cinco indivíduos foram identificados nessa ocasião, bem como oito pessoas suspeitas de terem dado apoio a eles.

Entre os suspeitos, todos de nacionalidade alemã, há um policial da Renânia do Norte-Vestfália que foi suspenso, disse à AFP um porta-voz do Ministério regional do Interior.

“Os ataques, cujos alvos concretos ainda não tinham sido definidos, seriam cometidos contra líderes políticos, requerentes de asilo e pessoas de fé muçulmana, a fim de gerar uma situação próxima à guerra civil”, disse a Justiça.

Para implementar tais planos, os suspeitos se encontraram pessoalmente várias vezes e em lugares diferentes. Também usaram diferentes serviços de mensagens para se comunicar.

As autoridades alemãs estão preocupadas com o terrorismo de extrema direita desde o assassinato de um político pró-imigrantes, membro do partido da chanceler Angela Merkel, em junho passado.

Desde então, um neonazista foi detido. Fora dos radares da Inteligência há vários anos, ele já havia sido condenado no passado por violência racista. Seu DNA foi encontrado no local do assassinato.

Walter Lübcke foi encontrado morto em 2 de junho na varanda de sua casa. Defensor da acolhida de refugiados, ele havia recebido ameaças de morte.

Esse assassinato chocou a Alemanha, onde a extrema direita tem tido importantes sucessos eleitorais, em particular na antiga RDA comunista, onde a ala mais radical do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) está na mira dos serviços de Inteligência.

Em outubro, um jovem, de extrema direita e negacionista do Holocausto, tentou realizar um ataque a uma sinagoga em Halle, na antiga Alemanha Oriental. Sem conseguir arrombar a porta do edifício religioso, ele atirou aleatoriamente em uma transeunte e no cliente de um restaurante de kebab, transmitindo o ataque pela Internet.

Em Dresden, na antiga RDA, oito neonazistas também estão sendo julgados há quase cinco meses por planejarem ataques contra estrangeiros e políticos.

Há muitos anos, os acusados pertencem a grupos de hooligans, neonazistas e skinheads de Chemnitz.

Também cresce a preocupação com o aumento da violência contra políticos eleitos no país, em um contexto de acirramento do clima político sob pressão da extrema direita.

Em janeiro, um deputado de origem senegalesa, Karamba Diaby, recebeu ameaças de morte e buracos de bala foram descobertos na janela de seu escritório em Halle.

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