Sustentabilidade

Greenpeace faz protesto em Londres contra exploração de petróleo na Escócia

Greenpeace faz protesto em Londres contra exploração de petróleo na Escócia

Ativistas do Greenpeace protestam nos arredores da sede do governo do Reino Unido, em Londres, contra um projeto de exploração de petróleo na Escócia, em 11 de outubro de 2021 - AFP

A polícia de Londres deteve nesta segunda-feira (11), em um protesto do Greenpeace em frente à sede do governo britânico, sete ativistas que bloquearam o trânsito para exigir o fim de um projeto de exploração petrolífera no litoral da Escócia.

Os agentes levaram várias horas para retirar os manifestantes, que estavam sentados em duplas e haviam prendido seus braços dentro de barris de petróleo mediante um mecanismo complexo, afirmou a polícia, que anunciou a detenção de sete pessoas por obstaculizar a pista em frente ao edifício do governo em Downing Street.

Imagens que circularam nas redes sociais mostravam a polícia cortando os barris com uma pequena serra mecânica.

“Boris: Stop Cambo” dizia um cartaz, enquanto os ativistas, divididos em duplas, se mantinham sentados no chão em volta de uma estátua de 3,60 metros do primeiro-ministro conservador Boris Johnson com as mãos e roupas manchadas de petróleo.



Além disso, aos pés da estátua, uma placa dizia: “Campo petrolífero de Cambo: o fracasso climático monumental de Johnson”.

O chefe de governo, no entanto, não presenciou o protesto pois está de férias com sua família no sul da Espanha.

O governo britânico deve aprovar em breve o desenvolvimento desse projeto, apesar da oposição de ambientalistas e de seu compromisso para atingir a neutralidade de carbono em 2050.

O protesto do Greenpeace acontece há poucas semanas da abertura da cúpula da ONU sobre o clima, a COP26, que será realizada na cidade de Glasgow, na Escócia, em 31 de outubro.

“Johnson deve deter Cambo e dar prioridade a uma transição justa para as fontes de energia renováveis para proteger os consumidores, os trabalhadores e o clima de futuras crises”, declarou Philip Evans, ativista do Greenpeace.

A ONG acredita que o governo anunciará em breve a sua decisão sobre Cambo e adverte que o petróleo extraído nessa exploração em sua primeira fase “produziria emissões equivalentes às de até 18 termoelétricas movidas a carvão funcionando durante um ano”.

O jornal The Times informou em setembro que Johnson apoia a continuidade da exploração de petróleo no Mar do Norte, e assegurou que o governo considera “pouco realista a imposição de uma moratória para novos projetos”.

Além disso, o premiê conservador defendeu recentemente que seu país deve ser menos dependente das importações de hidrocarbonetos.

A reserva de Cambo contém o equivalente a mais de 800 milhões de barris de petróleo, 170 milhões dos quais estão planejados para serem extraídos em sua primeira fase. No total, 70% da jazida é de propriedade da companhia Siccar Point Energy, apoiada pela empresa de capital privado americana Blackstone, e os outros 30% pertencem à filial da Shell no Reino Unido.

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