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Golpista do Tinder brasileiro fica rico enganando vítimas

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A estratégia tinha o intuito de atrair outros homens em aplicativos de relacionamento, convidando para acompanhá-lo em viagens internacionais. (Crédito: Reprodução/Redes Sociais)



O “Golpista do Tinder” é investigado por enganar vítimas em aplicativos de namoro. Com fotos chamativas, se apresentava como um homem rico, mas tudo era parte do plano para extorquir.

Rafael Correa de Paula, de 33 anos, se dizia herdeiro e administrador de fazendas em Frutal, no Triângulo Mineiro, mas isso não é verdade. Contava essa história para aplicar golpes por meio de aplicativos de relacionamentos românticos. A história do mineiro é semelhante a de Shimon Hayut, de 31 anos, o ‘Golpista do Tinder’, que tem até documentário na Netflix. No entanto, Shimon enganava as vítimas dizendo que era filho de um magnata dos diamantes em Israel.

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Rafael aplicava os crimes em São Paulo e Rio de Janeiro, onde as denúncias foram registradas. Com esquema parecido com o do herdeiro do magnata Lev Leviev, o brasileiro postava fotos nas redes sociais com roupas de luxo e de viagens em destinos nada baratos, como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Grécia, na Europa.



A estratégia tinha o intuito de atrair outros homens em aplicativos de relacionamento. Rafael então fazia um convite quase que irrecusável, chamando os namorados para acompanhá-lo em viagens internacionais. Na ocasião, ele dizia que conseguiria preços bons com descontos em milhas aéreas que ia acumulando. Para aplicar o golpe, ele pedia o cartão da vítima e conseguia adquirir passagens e hospedagens.

A investigação começou após uma das vítimas terminar o namoro com o homem, depois de perceber ter caído em um golpe. “No início, ele dizia cuidar da parte financeira das terras em que os pais criavam gado e cultivavam cana-de-açúcar, demonstrava circular na alta sociedade no eixo Rio-São Paulo e apresentava viagens com roteiros exclusivos e hotéis caríssimos. Nesse primeiro momento, a conversa e a companhia eram agradáveis, mas, com o passar do tempo, passei a ter certeza de que era tudo uma farsa, uma mentira completa da qual tinha sido vítima”, disse ao O Globo.

O caso está sendo investigado pelas polícias civis do Rio de Janeiro e São Paulo. “A 13ª DP (Ipanema) tem investigação em andamento que apura o crime de estelionato. Em outro inquérito da distrital, o autor foi indiciado por denunciação caluniosa e o caso foi enviado à Justiça. Na 14ª DP (Leblon), os agentes investigam os crimes de lesão corporal, stalking, invasão de domicílio e falsa identidade”, disse a polícia do Rio em nota.