Economia

Goldman Sachs prevê queda de 75% no mercado de música ao vivo

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Plataformas de streaming como o Spotify tendem a se beneficiar no futuro da música online com ainda mais assinantes (Crédito: Divulgação)


O relatório “Music in The Air” do Goldman Sachs prevê que o setor da música sofrerá uma queda de 25% na receita como um todo e mais de 75% na parte de música ao vivo. Os impactos são projetados para o ano de 2020 e estão ligados ao coronavírus, que afetou diversos setores que dependem do deslocamento de pessoas, como o aéreo e o turismo.

Os dados do Goldman Sachs se baseiam nos números do setor em 2016 que indicaram que mais de 52% dos gastos dos consumidores com música são para eventos ao vivo.

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Mas, segundo o Fast Company, o banco de investimento acredita que as receitas dos streamings possam render um aumento de 18% ao setor. Até 2030, segue o relatório, serão mais de 1,2 bilhão de assinantes – agora são mais de 341 milhões.

Cerca de 79% dos fãs disseram que esperam retornar aos eventos ao vivo dentro de quatro meses, com o fim gradual das restrições contra aglomerações. E as lives de artistas na internet também parecem um caminho sem volta, já que pelo menos 74% dos entrevistados afirmaram que querem seguir acompanhando seus ídolos online.