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Garimpeiros atacam base do ICMBio em Roraima, fazem reféns e ameaçam fiscais

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

De acordo com o relato, os garimpeiros "buscavam agentes de fiscalização do ICMBio e disseram que se tivessem encontrados fiscais eles não seriam poupados. (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – Um grupo de oito garimpeiros invadiu a base do ICMBio na Estação Ecológica de Maracá, em Roraima, fez três brigadistas reféns e roubou materiais apreendidos em uma operação de fiscalização feita na unidade e também equipamentos do próprio órgão, de acordo com relato feito por um dos servidores e confirmado pelo ICMBio em Brasília.

De acordo com o relato, repassado à Reuters por uma fonte com acesso aos servidores atacados, os oito homens, encapuzados e armados com fuzis, invadiram a base, no norte de Roraima, e obrigaram os três brigadistas a levar os equipamentos para eles até o porto da base, que fica às margens do rio Uraricoera, que marca o limita da unidade de conservação e dá acesso à Terra Indígena Ianomâmi.

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De acordo com o relato, os garimpeiros “buscavam agentes de fiscalização do ICMBio e disseram que se tivessem encontrados fiscais eles não seriam poupados. Durante a saída foi dito que eles estavam monitorando todos os servidores e que iriam queimar as viaturas do órgão caso encontrassem alguma”.

Em nota, o ICMBio confirmou o ataque e informou que a Polícia Federal foi acionada.

“A Polícia Federal foi acionada e já está com investigação em andamento, contando com apoio integral do ICMBio e demais órgãos governamentais”, diz o texto enviado à Reuters.

De acordo com a fonte ouvida pela Reuters, os brigadistas fugiram para a mata depois de serem liberados pelos garimpeiros, mas antes avisaram por rádio sobre o ataque. O ICMBio organizou uma equipe de resgate para tirá-los do local onde se esconderam e a unidade está fechada por enquanto.

De acordo com o relato dos servidores, tem havido na região ameaças constantes aos fiscais e demais servidores do ICMBio na região.

A Estação Ecológica de Maracá faz divida com a Terra Indígena Ianomâmi, uma das mais atacadas pelo garimpo ilegal. A estimativa de ONGs que atuam na região é de que mais de 20 mil garimpeiros ilegais atuem na área e os conflitos e ataques são constantes.

Há 10 dias, indígenas relataram ataques de garimpeiros às aldeias, inclusive quando havia a presença de policiais federais na área.

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