Dinheiro em Ação

Ganho da Petrobras sobe 2.400%

Ganho da Petrobras sobe 2.400%

Papéis avulsos

A Petrobras divulgou, na terça-feira 6, um lucro líquido de R$ 6,64 bilhões no terceiro trimestre. O resultado representou um aumento de 2.400% em relação aos R$ 266 milhões referentes ao período entre julho e setembro de 2017. Dois fatores turbinaram a última linha do balanço da empresa presidida por Ivan Monteiro. O primeiro foi o aumento das vendas. O faturamento da estatal no trimestre foi de R$ 98,3 bilhões, alta de 36,9% em relação aos R$ 71,8 bilhões do ano passado. O segundo foi o corte de custos, que permitiu um aumento de 55% na geração de caixa medida pelo Ebitda do trimestre, que subiu de R$ 19,2 bilhões em 2017 para R$ 29,8 bilhões neste ano. O resultado foi positivo, apesar de perdas não-recorrentes, de R$ 5,73 bilhões, provocadas por demandas judiciais e pelo reconhecimento de perdas de ativo, e que fizeram o resultado da companhia ficar abaixo do esperado. Na média, os analistas que acompanham a ação previam um lucro líquido de R$ 10,1 bilhões.

 

Tecnologia

Faturamento recorde da Senior Solution

A Senior Solution faturou R$ 35,7 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o maior faturamento trimestral da companhia, primeira empresa de capital incentivado a migrar para o Novo Mercado. Apesar do aumento da receita, porém, a geração de caixa medida pelo Ebitda caiu 18,1% para R$ 4,8 milhões, e o lucro líquido caiu 44,4%, para R$ 1,4 milhão. A queda no resultado final deveu-se a investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que pressionaram os custos. No ano, as ações caem 4,2%.

 

Varejo

A oscilação do Magazine Luiza

Após cravar altas superiores a 500% em 2016 e em 2017, e de subir 111% até outubro, as ações da Magazine Luiza recuaram 10,6% em novembro, até a quarta-feira 7. Os resultados da varejista no terceiro trimestre foram muito bons. O lucro líquido foi de R$ 119 milhões, alta de 29,3% em relação a 2017. Já o faturamento subiu 28,5% para R$ 3,67 bilhões. O que pressionou os papéis da varejista foram as expectativas de que o máximo de valorização já foi atingido. Os analistas da XP avaliam que Via Varejo e B2W são mais promissoras do setor.

 

Touro x Urso

Após cravar uma alta de 10,2% em outubro, o Índice Bovespa prossegue em sua trajetória de valorização neste mês. Em novembro, até a terça-feira 6, o principal indicador do mercado já havia subido 1,4%. O mês deverá ser um pouco mais acidentado. Declarações divergentes entre os ministros já indicados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro podem provocar solavancos nos preços das ações.

 

Destaque no pregão

O resultado seguro do Bradesco

A expansão de 7,5% na carteira de empréstimos e o crescimento de 32,3% nos resultados com seguros, previdência e capitalização garantiram ao Bradesco um dos melhores resultados no terceiro trimestre. O lucro líquido entre julho e setembro deste ano foi de R$ 5,4 bilhões, um crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período de 2017 e de 6% em relação ao trimestre anterior. O banco presidido por Octavio de Lazari Junior conseguiu ampliar o total de empréstimos concedidos de R$ 486,8 bilhões em 2017 para R$ 523,4 bilhões neste ano. O crédito para as pessoas físicas cresceu 8%, subindo de R$ 172 bilhões para R$ 186 bilhões. Com isso, a rentabilidade patrimonial anualizada avançou para 19%, ante 18% em setembro de 2017. O banco melhorou a eficiência operacional, que indica o percentual das tarifas de serviços gasto com as despesas, que recuou de 41,5% em 2017 para 40,7% em 2018. No ano, as ações avançam 20,8%.

Palavra do analista:
Segundo Tatiana Brandt, analista da empresa independente Eleven Financial, o banco conseguiu expandir o crédito e obter bons resultados, apesar das incertezas dos três primeiros trimestres. Ela recomenda a compra dos papéis e estabelece um preço-alvo de R$ 42,00 para as ações preferenciais, considerando alta potencial de 14,7%.

 

Bancos

Pan quer emprestar mais pelo celular

O banco Pan, especializado em empréstimos consignados, lucrou R$ 49 milhões no terceiro trimestre, alta de 16,7% em relação ao trimeste anterior, e queda de 55,8%, ante os R$ 111 milhões no mesmo período de 2017. Segundo Luiz Francisco de Barros Neto, diretor-presidente do Pan, o banco prossegue no esforço para aumentar o percentual de contratação de créditos por meios digitais. “No segundo trimestre, esse
percentual era de 2%. Agora, avançou para 10,2% e queremos chegar a 100% no fim de 2019”, diz Barros Neto. No ano, as ações do Pan sobem 5%.

 

 

Mercado em números

CARREFOUR
R$ 40,5 bilhões – Foi o faturamento da rede varejista, entre janeiro e setembro deste ano, alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2017. O lucro líquido no período foi de R$ 1,12 bilhão

IGUATEMI
R$ 3,2 bilhões – Foi o faturamento da administradora de shopping centers no terceiro trimestre, alta de 4,8% em relação a 2017. Nos nove primeiros meses do ano, a receita foi de R$ 9,5 bilhões

FRAS-LE
R$ 260,7 milhões – Foi o faturamento da empresa de autopeças no terceiro trimestre de 2018, alta de 19,1% em relação ao mesmo período de 2017. Em nove meses, a receita foi de R$ 789 milhões, alta de 29,2%

MOVIDA
193% – Foi o crescimento do lucro líquido da empresa no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2017. No período, a locadora de veículos lucrou R$ 41 milhões

DAYCOVAL
35,2% – Foi o crescimento do lucro líquido no terceiro trimestre. O banco lucrou R$ 194,2 milhões no trimestre, ante R$ 143,6 milhões no mesmo período de 2017