Dinheiro em Ação

Gafisa quer impedir destituição do seu conselho

Gafisa quer impedir destituição do seu conselho

Papéis avulsos

A incorporadora Gafisa, presidida por Sandro Gamba, fez um apelo aos acionistas, por meio de um anúncio publicado nos principais jornais do País na terça-feira 28, recomendando o voto contrário à destituição do seu conselho de administração na assembleia geral extraordinária marcada para 25 de setembro. A reformulação dos membros do colegiado, formado há apenas quatro meses, foi solicitada no começo de agosto pelo coreano Mu Hak You, dono da gestora GWI, que tem 27,5% de participação no capital social da empresa. Mu Hak começou a comprar ações da Gafisa há oito meses e, com duas das sete cadeiras do atual conselho, defende uma gestão que dê prioridade ao corte de gastos. A atual administração defende a continuidade da estratégia que vem sendo implementada há 17 anos e destaca a redução das despesas gerais em cerca de 20% nos últimos 18 meses, além de aumento de 100% da receita líquida, para R$ 302,3 milhões, no segundo trimestre. Nesse período, a incorporadora diminuiu o prejuízo em 83% na comparação anual, para R$ 29,4 milhões.

 

Siderurgia

Gerdau avança na venda de ativos

O conselho de administração da Gerdau aprovou a venda das operações da siderúrgica na Índia, detidas pela subsidiária espanhola Gerdau Hungria KFT y Cia Sociedad Regular Colectiva, por US$ 120 milhões. A transação inclui a unidade industrial de aços especiais localizada em Tadipatri, no estado de Andhra Pradesh, com capacidade de produzir 250 mil toneladas de aço bruto e 300 mil toneladas de aço laminado por ano. A venda contempla a estratégia de desinvestimentos da companhia, que dura quatro anos e deve terminar no fim de 2018 com R$ 6,5 bilhões em venda de ativos. O objetivo da siderúrgica é concentrar atenção no Brasil e nos Estados Unidos, seus mercados mais rentáveis.

 

Cosméticos

Natura planeja aumentar presença global

A empresa de cosméticos Natura, que já opera na Europa e América do Norte, deve expandir a atuação global até fim do ano que vem, de acordo com declaração do seu presidente João Paulo Ferreira, durante um evento em São Paulo, na semana passada. O executivo apontou Ásia e África como continentes de interesse. O plano de expansão também contempla a América Latina, onde a empresa tem presença em 80% do território, de acordo com Ferreira, mas ainda não opera no Uruguai, Paraguai, Equador e Venezuela. As ações caem 9,2% no ano.

 

Touro x Urso

O acordo comercial entre Estados Unidos e México espalhou otimismo pelo mercado e elevou os ganhos dos principais índices acionários do mundo, o que refletiu de maneira positiva na Bolsa brasileira. Mesmo em meio às incertezas eleitorais, o Ibovespa manteve tendência positiva sustentado pela alta dos papéis da Vale e do setor financeiro e acumulava ganhos de 3,06% na semana até quarta-feira 29. No ano, a valorização é de 2,87%.

 

Destaque no pregão

Marfrig faz acordo para diminuir alavancagem

A Marfrig anunciou na semana passada um acordo com os acionistas para estabelecer uma nova política financeira com intuito de reduzir a alavancagem, que no fim do segundo trimestre deste ano estava em R$ 16,3 bilhões, ou 4,2 vezes a geração de caixa. Com a venda da fabricante de produtos de frango Keystone para a americana Tyson Foods, por US$ 2,4 bilhões, a companhia pretende diminuir essa dívida para R$ 7,9 bilhões até o fim do ano. Com esse respiro, o novo entendimento visa a reduzir o atual índice de endividamento para 2,5 vezes a geração de caixa até o fim de dezembro, e manter essa relação em menos em 3,5 vezes na data de encerramento de cada trimestre subsequente. Caso essas métricas não sejam alcançadas, a companhia fundada por Marcos Molina está impedida de distribuir proventos em valor superior ao dividendo mínimo obrigatório, além de limitar aquisições. O mercado não gostou das restrições, e as ações caíram 5,7% na semana até terça-feira 28. No ano, os papéis recuam 18,8%.

Palavra do analista:
De acordo com Eduardo Guimarães, analista da Levante, a queda nas ações reflete a possibilidade de a Marfrig ter de comprar participação de 49% dos minoritários da National Beef. “A nova regra procura mitigar o risco do aumento de endividamento no caso da potencial compra da fatia”, diz.

 

Óleo e gás

Refinaria da Petrobras volta a operar

A refinaria da Petrobras de Paulínia (Replan), que estava parada desde o dia 20 de agosto por conta de uma explosão seguida de incêndio, voltou a operar parcialmente na quarta-feira 29. Por conta do acidente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) chegou a interditá-la. Trata-se da maior unidade da companhia, responsável por refinar 20% do petróleo produzido no País. A estatal prevê que em uma semana, a Replan deve voltar a produzir metade da sua capacidade diária de 434 mil barris. As ações sobem 19% no ano.

 

 

Mercado em números

SANTANDER
R$ 1,8 bilhão – É quanto a filial brasileira do banco espanhol pretende desembolsar para financiar sistemas de energia solar até 2021

SUZANO
R$ 786 milhões – Foi quanto a empresa contratou em notas de exportação e Crédito Produtor Rural com o banco Safra, durante a aquisição da Fibria

TELEFÔNICA
R$ 30 milhões – É a multa aplicada à companhia pela Anatel por prestação de serviço de telefonia sem outorga

GOL
135 – É o número de aeronaves encomendadas pela companhia aérea para a Boeing, com entregas até 2027, para renovar a frota

B3
30 – É o número máximo de empresas que estão prontas para abrir capital no ano que vem, de acordo com a Bolsa